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Bruno Rezende : meus estudos para o CACD Parte IV - SUGESTÕES DE LEITURAS pt5 PI

INGLÊS
Para todos os idiomas, recebi boas recomendações do site http://uz-translations.net/.
Não tenho bibliografia a sugerir, até mesmo porque não estudei Inglês por nenhum livro ou coisa parecida. Se precisar de sugestão de bibliografia, de Gramáticas etc., veja o Anexo II abaixo.
Já recebi recomendações das seguintes páginas na internet:
· http://dictionary.cambridge.org/
· http://englishtips.org/
· http://esl.about.com/od/advancedenglish/Learning_English_for_the_Advanced_Level_ESL_E FL_Advanced_English.htm
· http://owl.english.purdue.edu/owl/
· http://www.bartleby.com/
· http://www.dictionary.com
· http://www.englishclub.com/gramma
· http://www.natcorp.ox.ac.uk/
· http://www.synonym.com/
· http://www.wordpower.ws/grammagramch26.html
POLÍTICA INTERNACIONAL

>> TEORIAS DE RELAÇÕES INTERNACIONAIS

- Introdução às Relações Internacionais (Jackson e SØrensen): se você não é graduado em Relações Internacionais, ou se não está familiarizado com o assunto, pode ser importante a leitura desse livro, que dá uma noção bem geral de Teoria de Relações Internacionais (TRI). Acredito ser importante saber alguma coisa de teoria não apenas porque é o primeiro item da relação de conteúdos exigidos no Guia de Estudos de Política Internacional e porque, frequentemente, aparecem questões sobre isso na primeira fase (de forma bem básica, é verdade), mas também porque você adquire importantes ferramentas para complementar uma resposta na prova de Política Internacional da terceira fase (nem que seja para “enrolar” um pouco; questões de terceira fase sobre teoria não são comuns). No Manual do Candidato: Política Internacional (tanto no do Demétrio Magnoli quanto no da Cristina Pecequilo), há breve parte inicial que trata dessas teorias de maneira bem superficial. O Jackson/SØrensen é bem mais completo que os manuais, mas os conhecimentos necessários de teoria para o CACD não vão muito além do básico. Além disso, prefira ler o Jackson/SØrensen ou os manuais a ler os próprios autores de TRI. Além de perder muito tempo, o entendimento completo e correto das obras nem sempre é um trabalho fácil, e o livro e os manuais já trazem tudo resumido e bem “mastigado”. Se tiver um pouco mais de tempo, recomento o Jackson/SØrensen. Se não tiver, os manuais devem servir para alguma coisa. Outra possibilidade é
o livro 50 Grandes Estrategistas das Relações Internacionais (Martin Griffiths), também útil. O livro é dividido por corrente teórica (apresenta Realismo, Liberalismo, Teoria Crítica, Escola Inglesa, Pós-Modernismo, Feminismo, entre outros) e faz bons resumos sobre o pensamento de vários autores de TRI. Entre o Griffiths e o Jackson/SØrensen, eu ficaria com o último, mas o primeiro também pode ser útil, e cito-o aqui para o caso de alguém já o ter. Também recebi recomendações do Teorias de Relações Internacionais, de João Pontes Nogueira e Nizar Messari, mas não sei se é bom (est| disponível para download no “REL UnB”). De qualquer modo, não se atenha a muitos detalhes. Tudo o que você precisa saber de TRI deve caber em um resumo de uma ou duas páginas. Atente, apenas, aos aspectos/conceitos mais gerais de cada corrente e aos principais autores.

>> DEMAIS TEMAS

- Política Internacional Contemporânea: Mundo em Transformação (org. Altemani e Lessa): é um livro bem pequeno e de caráter (excessivamente) introdutório. Bem tranquila a leitura, dá para ler de uma vez só. Para aqueles que estão começando os estudos, recomendo como leitura inicial. Para os já iniciados ao assunto, o livro é extremamente superficial. Para quem já começou os estudos há algum tempo, acho que apenas o capítulo 4 (sobre integração europeia17) pode ser de alguma utilidade.
- O Mundo Contemporâneo (Magnoli): já citado acima. Fornece algumas bases de História Mundial necessárias à compreensão de diversos aspectos da Política Internacional. Indispensável.
- Manual do Candidato: Política Internacional (Demétrio Magnoli): já citado em História Mundial.
- Manual do Candidato: Política Internacional (Cristina Pecequilo): deixados de lado os muitos erros de Português e as frases sem sentido ou sem fim, gostei bastante da leitura. É bem abrangente, fala de alguns tópicos importantes e não cobertos pelo restante da bibliografia que eu havia lido até então. Se possível, leia este manual antes de começar a ler as demais obras de política internacional, mas já sabendo que ele deixa muitos itens do edital de fora (especialmente os temas da agenda internacional do Brasil e algumas temáticas de relações bilaterais; quanto às demais partes, estão quase todas no livro – de maneira introdutória, é claro). Reitero que se trata de leitura de caráter meramente introdutório. Sugiro usar como base, para buscar aprofundamentos em determinados temas, segundo os tópicos previstos no Guia de Estudos (para isso, além de todas as obras disponíveis e indicadas aqui, os artigos publicados na RBPI, no Mundialistas, no Meridiano 47 e no Mundorama podem ser de grande utilidade). Se você já estiver familiarizado com a parte de TRI, comece a ler do capítulo 2 em diante (o capítulo 1 é só sobre TRI e sobre interpretações do pós-guerra fria).
Considero os próximos quatro livros (História da Política Exterior do Brasil, Inserção Internacional e Relações Internacionais do Brasil: Temas e Agendas vol. 1 e 2) os mais fundamentais para as provas de Política Internacional (e de História do Brasil também). Depois de algumas leituras iniciais (como as indicadas acima), sugiro ler esses quatro “livros sagrados”, tomando notas do que for mais importante. Como já disse anteriormente, não fiz muitos fichamentos por causa de restrições de tempo, mas fiz questão de fichar esses quatro, o que me foi muito útil nas revisões para a primeira e para a terceira fases do concurso.
17 Atenção para as modificações mais recentes, como as adesões de Romênia/Bulgária e o Tratado de Lisboa, não contemplados no capítulo.
- História da Política Exterior do Brasil (Amado Cervo e Clodoaldo Bueno): já citado em História do Brasil. Indispensável tanto em História do Brasil quanto em Política Internacional (para Política Internacional, o principal período a ser estudado é a partir de 1945; para História do Brasil, é o livro todo mesmo).
- Inserção Internacional (Amado Cervo): leia o livro todo. Às vezes, é um pouco repetitivo, mas os argumentos do Cervo são bem claros, e é um livro bem informativo. Leitura importante, rápida e tranquila. Os conteúdos do livro são, quase sempre, cobrados na terceira fase, de alguma maneira. Anote os pontos principais, podem ser úteis argumentos para as provas discursivas de Política Internacional e de História do Brasil.
- Relações Internacionais do Brasil: Temas e Agendas – volume 1 (org. Altemani e Lessa): os dois volumes são importantíssimos para as provas do CACD. Fiz fichamento dos dois e revisei minhas anotações várias vezes, antes das provas. É interessante complementar os dados fornecidos por esses livros com as informações disponíveis no “Resumo Executivo”, a ser tratado posteriormente. Se estiver sem muito tempo, pule os capítulos 2 e 3. Nos outros, há coisas boas e coisas ruins (alguns são mal escritos, com muita “enrolação”), mas acho que vale a pena a leitura de todos, mesmo que bem rápida em algumas partes (focar, é claro, nas relações entre o Brasil e as regiões tratadas nos capítulos e discriminadas no Guia de Estudos), à exceção dos capítulos 10 e 11, que considerei inúteis.
- Relações Internacionais do Brasil: Temas e Agendas – volume 2 (org. Altemani e Lessa): assim como o volume 1, é muito importante e indispensável para o CACD. Minha sugestão é ler todos os capítulos integralmente, à exceção dos discriminados a seguir:
- Cap. 3 - O início do capítulo tem muita “viagem” para nenhuma substância nova. Ler apenas do item 3.3.3 (pág. 114) em diante (antes disso, ele apenas define regimes e enrola em coisas que quem já conhece Teoria das Relações Internacionais já está cansado de ouvir; se você não conhece, leia o capítulo inteiro mesmo).
- Cap. 9 - fraquíssimo, não acrescenta praticamente nada. Procure no Google algo didático sobre a criação do Ministério da Defesa e sobre o Sivam que você ganha muito mais.
- Cap. 11 - texto fraco, a leitura não vale a pena.
- Cap. 12 a 14 – é, pura e simplesmente, Análise das Relações Internacionais do Brasil (é bem superficial também). Se você cursou a matéria ou se já está familiarizado com o assunto, eu recomendaria não ler e dar apenas uma olhada no material da disciplina para a terceira fase. Não é um tema muito recorrente no CACD (embora possa cair de maneira “disfarçada”, e ter conhecimento desses aspectos da matéria pode render-lhe bons argumentos na terceira fase, dependendo da questão). Se você não conhece a temática, talvez valha a pena a leitura, com grande ressalva para o “talvez”. Pode valer mais a pena pegar um resumo bom da matéria e dar uma olhada ligeira e sem muito compromisso. Para resumos dos textos da matéria tal como é dada na UnB, acesse o “REL UnB”. De todo modo, se tiver tempo, a leitura desses capítulos pode não ser em vão.
- Cap. 15 - desinteressante e escapa ao conteúdo do CACD; leitura desnecessária.
Em resumo, minha sugestão para o Temas vol. 2 é: ler apenas os capítulos 1, 2, 3 (do item 3.3.3 em diante), 4 a 8 e 10.
- O Conselho de Segurança após a Guerra do Golfo (Antonio de Aguiar Patriota) – muito boa obra sobre a atuação do Conselho de Segurança. Curto e de fácil leitura (a obra está disponível para download no “REL UnB”).
- Cooperação, Integração e Processo Negociador: a construção do MERCOSUL (Alcides Costa Vaz): li para uma matéria na universidade e achei tão chato que me prometi que nunca o leria novamente. Não recomendo. Se quiser saber mais sobre o MERCOSUL, há muita informação útil no site do bloco, que consultei bastante em meus estudos: http://www.mercosul.gov.b; http://www.mercosur.int/.
A seguir, alguns livros que me indicaram, mas não li.
- A Construção da Europa (Antonio Carlos Lessa)
- A Nova Ordem Global: relações internacionais do século XX (Paulo Fagundes Vizentini): não o li, mas há diversos materiais sobre o livro disponíveis na Internet, caso queira dar uma olhada: http://educaterra.terra.com.bvizentini/
- Estocolmo, Rio, Joanesburgo: o Brasil e as três Conferências Ambientais das Nações Unidas (André A. C. do Lago) – disponível para download no “REL UnB”. Importante sobre o histórico de participação do Brasil nessas conferências, mas não tive tempo de ler. A grande limitação da obra é que os aspectos mais importantes da posição brasileira recente foram definidos após Joanesburgo. De todo modo, pode ser útil como apanhado histórico (importante para a primeira fase).
- Repertório de Política Externa (MRE): está disponível na Biblioteca virtual da FUNAG (http://www.funag.gov.beditoresolveUid/eaa9aea4398a55cd58d939764685cd22). Trata das diretrizes da política externa brasileira em relação a diversos temas. É necessário, obviamente, conferir, no Guia de Estudos, o que é importante para o concurso e o que não é. O livro é uma compilação de discursos referentes a temas de política externa proferidos por líderes brasileiros. Por essa razão, a leitura pode parecer chata e desinteressante para alguns. Não o li exatamente por isso, mas o incluo nessas recomendações para o caso de alguém se interessar por ele. Acho que há fontes mais práticas e que vão direto ao ponto quanto às questões mais importantes nas relações com determinados países e nos posicionamentos acerca de determinados temas (como os livros “Temas e Agendas”, citados acima, o “Balanço de Política Externa” e o “Resumo Executivo”, citados abaixo, e alguns artigos publicados na RBPI, no Mundialistas, no Mundorama e no Meridiano 47).
- The Globalization of World Politics (org. John Baisley): não o li, mas, segundo recomendações, é boa fonte de estudos, com bom desenvolvimento do tópico de teoria das Relações Internacionais.
- União Europeia: História e Geopolítica (Demétrio Magnoli)
- Coleç~o “O Livro na Rua”, da FUNAG – pequenos livros sobre diversos assuntos de política internacional. A coleção está disponível para download no “REL UnB”.

>> ATUALIDADES

Fique por dentro de todas as reuniões de que o Brasil participou recentemente (principalmente, no último ano antes da prova). Tratados assinados e ratificados, envolvimento do país nas organizações internacionais, evolução recente das organizações e dos grupos de países dos quais o Brasil faz parte (atenção especial para as integrações na América do Sul – destaque para o MERCOSUL e para a UNASUL – e para determinados grupos, como IBAS, BRICS, BASIC, G-20 comercial, G-20 financeiro etc.), participação do país na solução de conflitos (em operações de paz, em missões de assistência humanitária etc.), promoção de cooperação técnica etc. Conhecer como andam as relações entre o Brasil e os principais países para a política externa do país é, também, fundamental (conforme o Guia de Estudos, atenção para Argentina, América do Sul, EUA, União Europeia, França, Inglaterra, Alemanha, África, China, Japão, Índia, Rússia, Oriente Médio18) – não precisa decorar tudo, obviamente, mas ter uma ideia de como andam as relações com essas regiões é importante (“o comércio Brasil-China é superavit|rio ou deficit|rio para o Brasil?”, “qual é o maior parceiro comercial do Brasil na África?”, “quais as principais parcerias realizadas entre Brasil e África?”, esse tipo de coisa). Além disso, atenção à participação do Brasil nos grandes temas da agenda internacional (conforme o Guia de Estudos, atenção a: multilateralismo, desenvolvimento, combate à fome, meio ambiente, direitos humanos, comércio internacional, sistema financeirob internacional, desarmamento e não proliferação, terrorismo, narcotráfico, reforma da ONU, cooperação Sul-Sul). Por fim, é, ainda, necessário saber um pouco do que aconteceu de mais importante no cenário internacional, no último ano (especialmente, o que envolver o Brasil).
18 Esses dados podem ser encontrados no “Resumo Executivo” da política externa brasileira de 2003-2010, que será descrito mais à frente. Além disso, a página do Ministério do Desenvolvimento, Indústria e Comércio Exterior (MDIC - http://www.mdic.gov.bsitio/) também tem muita informação importante.
Eu sei que isso é muito geral e há muita coisa aí, mas é preciso atentar, especialmente, aos principais encontros e reuniões ocorridos e aos assuntos mais importantes para os principais temas da agenda internacional (principalmente os que envolvam o Brasil, ou os que sejam de grande relevância, como os conflitos no Oriente Médio, por exemplo). Enfim, pode parecer muita coisa (e, realmente, é bastante coisa), mas não é tanto quanto se imagina à primeira vista. Não sei se há alguma utilidade prática em ler coisas como o Almanaque Abril, por exemplo, talvez seja mais útil acompanhar alguns artigos da Revista Brasileira de Política Internacional (RBPI) ou de revistas como o Mundorama e o Meridiano 47. O “Resumo Executivo”, descrito abaixo, pode cobrir bem toda a parte de 2003 a 2010, e sua tarefa fica restrita ao que aconteceu de 2010 para cá, o que já é bom começo. Fique atento ao último volume da RBPI publicado antes da terceira fase do concurso que você for fazer, pois há boas chances de que algo relativo a essa temática seja cobrado (isso também vale para a prova de Direito da terceira fase, caso haja algum artigo sobre temas de Direito Internacional). Último conselho quanto a isso é: não é porque o concurso está próximo (ou, mesmo, porque a primeira fase já aconteceu) que você pode se desligar dos acontecimentos mundiais. Na prova da terceira fase de 2010, por exemplo, havia uma questão sobre a CELAC, criada em uma cúpula internacional de fevereiro daquele ano, quando até mesmo a segunda fase do concurso já havia ocorrido. Em 2011, o conflito na Líbia, ainda em curso quando da realização da prova, foi objeto de questão ampla sobre as consequências do confronto.
Para acompanhar as notícias internacionais, há diversas fontes, mas nem todas são muito úteis para o concurso. Se você quiser ler Foreign Policy e The Economist, por exemplo, para treinar o Inglês, acho que pode ser útil. Cuidado, apenas, para não se desligar muito dos estudos, entretidos sobre os resultados das eleições no Gabão (que, com certeza, não serão cobrados no concurso). Não acompanhei as notícias com muita frequência ou com um ritual rotineiro. Eu lia, de vem em quando, algumas notícias aqui e ali, uma entrevista, um vídeo no YouTube19 etc., mas nada muito detido ou aprofundado, eu nem tinha tempo para isso. Os fact sheets do Laboratório de Análise de Relações Internacionais da Universidade de Brasília (LARI) podem ser ótima fonte de estudos para atualidades internacionais. Para quem é de Brasília, há encontros periódicos de discussão desses temas. Para ter acesso aos fact sheets e para ser informado das reuniões do LARI, você pode cadastrar-se no grupo Yahoo “LARI – UnB” (http://br.groups.yahoo.com/group/lari_unb/). Os fact sheets antigos estão disponíveis no arquivo do grupo.
Na página do MRE, muitos recomendam a seleção diária de notícias, mas parece que a página está com problemas ultimamente. Acho que a melhor fonte de “notícias” e de atualidades sobre a política externa brasileira para quem está estudando para o CACD está também no site do MRE: as Notas à Imprensa (http://www.itamaraty.gov.bsala-de-imprensa/notas-a-imprensa/view) e os discursos, artigos e entrevistas de autoridades governamentais sobre política externa (http://www.itamaraty.gov.bsala-de-imprensa/discursos-artigos-entrevistas-e-outras- comunicacoes/view). Na página das Notas à Imprensa, é possível fazer busca por tema (e.g. BRIC), que retorna as últimas comunicações referentes ao tema buscado, o que é ótima fonte de informação sobre as principais temáticas concernentes à atuação da política externa brasileira recente. Várias notícias e artigos interessantes são enviados para alguns grupos de emails do Yahoo, como “CACD IRBr” (http://br.groups.yahoo.com/group/cacdirb) e “Di|logo Diplom|tico” (http://br.groups.yahoo.com/group/dialogodiplomatico/”). Cadastre-se!
Agora, a dica de ouro para estudar a política externa brasileira nos últimos anos. O MRE publicou, recentemente, o “Balanço de Política Externa – 2003-2010”. Eu até diria que valeria a pena selecionar os temas mais importantes e estudá-los, se o arquivo total não tivesse quase 900 páginas. Melhor que isso: h| um “Resumo Executivo” (43 p|ginas), que é um resumo de praticamente tudo o que é preciso saber sobre evolução recente da política externa brasileira. É muita informação útil, e aconselho tirar as principais informações do texto (sempre de olho no Guia de Estudos) e montar tabelas, mapas mentais, resumos, qualquer coisa que ajude a gravar (principalmente para a terceira fase). Leia quantas vezes puder. Especialmente para o item “16. A agenda internacional e o Brasil” do Guia de Estudos, sugiro a leitura do próprio “Balanço de Política Externa” (somada a alguns aprofundamentos em temas específicos; faça uso dos artigos disponibilizados em algumas páginas especializados, como “RBPI”, “Mundialistas”, “Mundorama” e “Meridiano 47”, entre outros), uma vez que o “Resumo Executivo” é um pouco pobre nesses assuntos (atenção especial para as partes “Temas da Agenda”, “Segurança Alimentar”, “Reforma da Governança Global”, “Negociações Comerciais”, “Cooperação Internacional” e “Assistência Humanit|ria”). O “Resumo Executivo” est| disponível para download no “REL UnB” (juntamente com o “Balanço de Política Externa”, tanto na vers~o completa quanto nas versões individuais de suas diversas partes).
19 Alguns canais do YouTube, como o da América Latina-Jazeera, têm boas reportagens sobre política internacional.
Juntando os quatro “livros sagrados” citados acima, o “Balanço de Política Externa”/“Resumo Executivo” e uma atualizaç~o quanto aos acontecimentos recentes, é bem prov|vel que boa parte das questões de Política Internacional do CACD (na primeira e na terceira fases) seja respondida. Obviamente, sempre haverá algo que vai ficar de fora, e apenas leituras adicionais de notícias e de atualidades e buscas pontuais em diversas fontes poderão ajudar. Sempre que há temas muito importantes para a política externa brasileira, alguém de prestígio costuma escrever um artigo a respeito (inclusive o próprio Ministro das Relações Exteriores). Além disso, os discursos sobre alguns temas específicos proferidos pelo Ministro, pelo Presidente da República ou pelo representante brasileiro em algum fórum multilateral, por exemplo, podem ser facilmente encontrados na internet. No site do MRE, as Notas à Imprensa de visitas oficiais, por exemplo, são, de modo geral, abrangentes e informativas. Mais uma vez, é necessário conferir, no Guia de Estudos, o que pode ser cobrado (tanto para relações bilaterais quanto para participação em organizações internacionais). Não precisa estudar a Nota à Imprensa de eventual visita do Ministro ao Sri Lanka e coisas do tipo. Acho que vale a pena acompanhar os últimos acontecimentos por esses meios. De todo modo, a bibliografia aqui descrita visa, apenas, a dar uma visão ampla acerca dos grandes temas cobrados nas provas. É preciso ter consciência de que, por mais preparado que você esteja, é muito provável que sejam cobradas algumas coisas que você não sabe na íntegra. Sabendo, pelo menos, algo mais geral, é possível tentar inferir as respostas corretas e aprofundar a discussão em diversos aspectos, e isso é, a meu ver, o mais importante no concurso.
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Cronologia do Covid-19

Boas malta fiz uma cronologia dos eventos nos estados unidos para entender como é que eles estiveram e quis comparar com a nossa. Decidi postar depois de ver este e este posts.
As conclusões não são boas, os media (americanos) dizem mal da inação do Trump mas nós tivemos uma sorte do Carvalho. Se em movimento de pessoas fossemos iguais a outros países os números eram muito piores, que se formos a olhar bem proporcionalmente em casos estamos ao nível dos estados unidos (mas com metade das mortes). A nossa primeira ação foi a meio de março.
(A minha cronologia certamente que não está completa e estou aberto a adicionar ou retirar coisas dadas fontes, Grande parte veio da Lusa/CM/JN outras coisas vieram da cronologia que fiz dos EUA)
Cronologia:
31 de dezembro de 2019 Organização Mundial de Saúde (OMS) revela haver mais de duas dezenas de casos de pneumonia de origem desconhecida detetados na cidade chinesa de Wuhan, província de Hubei.
1 de janeiro de 2020 É encerrado o mercado de peixe e carne de Wuhan que se pensa estar na origem da contaminação, dado que os doentes tinham todos ligação ao local.
4 de janeiro São 44 os casos de doentes com uma pneumonia de origem desconhecida reportados pelas autoridades chinesas.
5 de janeiro A OMS relatou uma "pneumonia de causa desconhecida" em Wuhan, China. A OMS desaconselhou restrições de viagem ou comércio na época.
8 de janeiro O CDC (EUA) emitiu o primeiro alerta público sobre o coronavírus.
9 de janeiro A OMS emitiu uma declaração nomeando a doença como um novo coronavírus em Wuhan. A China publicou os dados genéticos do novo coronavírus.
10 de janeiro É registado o primeiro morto, um homem de 61 anos, frequentador do mercado de Wuhan. Oficialmente há 41 pessoas infetadas na China. As autoridades chinesas identificam o agente causador das pneumonias como um tipo novo de coronavírus, que foi isolado em sete doentes.
13 de janeiro Primeiro caso confirmado fora da China, na Tailândia.
14 de janeiro A OMS disse que não encontrou provas de transmissão de pessoa para pessoa. https://twitter.com/WHO/status/1217043229427761152 https://nypost.com/2020/03/20/who-haunted-by-old-tweet-saying-china-found-no-human-transmission-of-coronavirus/
O chefe da Comissão Nacional de Saúde da China, Ma Xiaowei, forneceu confidencialmente uma avaliação “sombria” da situação para as principais autoridades de saúde chinesas. O memorando relacionado afirmava que "a transmissão de humano para humano é possível". Uma investigação da AP News indicou que a denúncia de um caso na Tailândia levou à reunião, bem como o risco de se espalhar com o aumento das viagens durante o Ano Novo Chinês e várias considerações políticas. No entanto, o público chinês não é avisado até 20 de janeiro.
15 de janeiro Primeiro caso reportado no Japão do novo coronavírus, entretanto designado como 2019-nCoV. Primeira declaração das autoridades portuguesas sobre o novo coronavírus. A diretora-geral da Saúde estima, com base nas informações provenientes da China, que o surto estará contido e que uma eventual propagação em massa não é "uma hipótese no momento a ser equacionada".
20 de janeiro Autoridades confirmam que há transmissão entre seres humanos. (CM reporta isto mas não consigo confirmar em mais fonte nenhuma, a OMS só confirmou a 23 de Janeiro)
O secretário geral do Partido Comunista Chinês, Xi Jinping, e o primeiro-ministro do Conselho de Estado, Li Keqiang, emitem o primeiro aviso público sobre o coronavírus aos cidadãos chineses. Uma investigação da AP News alegou que, de 14 a 20 de janeiro, as autoridades chinesas tomaram medidas confidenciais para mobilizar sua resposta à pandemia, mas não alertaram o público. Alertar o público seis dias antes podia ter evitado "o colapso do sistema médico de Wuhan", segundo um epidemiologista.
21 de janeiro Primeiro caso nos Estados Unidos, num doente em Washington regressado de Wuhan.
22 de janeiro Macau confirma o primeiro caso da doença, numa altura em que há mais de 440 infetados. Começa o isolamento da cidade de Wuhan ao mundo. Autoridades de saúde chinesas cancelam voos e saída de comboios. Portugal anuncia que acionou os dispositivos de saúde pública e tem três hospitais em alerta: São João (Porto), Curry Cabral e Estefânia (ambos Lisboa).
23 de janeiro OMS reúne comité de emergência na Suíça para avaliar se o surto constitui uma emergência de saúde pública internacional. Decide não a decretar. Autoridades chinesas proíbem entradas e saídas numa segunda cidade, Huanggan, a 70 km de Wuhan. As duas cidades têm em conjunto mais de 18 milhões de habitantes. Alguns aeroportos no mundo, como no Dubai, nos Estados Unidos e nalguns países africanos, começam a tomar precauções para lidar com o fluxo de turistas chineses que tiram férias no Ano Novo Lunar, que coincide com o surto.
24 de janeiro Confirmados em França os primeiros dois casos na Europa, ambos importados.
25 de janeiro Pequim suspende as viagens organizadas na China e ao estrangeiro. Austrália anuncia primeiro caso. Hong Kong declara estado de emergência. Primeiro caso suspeito em Portugal, mas as análises revelam que é negativo.
27 de janeiro O Centro Europeu de Controlo das Doenças pede aos estados-membros da União Europeia que adotem "medidas rigorosas e oportunas" para controlo do novo coronavírus.
28 de janeiro Mecanismo Europeu de Proteção Civil é ativado, a pedido de França, para repatriamento dos franceses em Wuhan. Confirmados dois casos, um na Alemanha e outro no Japão, de doentes que não estiveram na China, tendo sido infetados nos seus países por pessoas provenientes de Wuhan.
29 de janeiro Pelo menos 17 portugueses pedem para sair da China, quase todos na região de Wuhan. Finlândia confirma primeiro caso. Rússia encerra fronteira terrestre com a China. Estudo genético confirma que o novo coronavírus terá sido transmitido aos humanos através de um animal selvagem, ainda desconhecido, que foi infetado por morcegos.
30 de janeiro OMS declara surto como caso de emergência de saúde pública internacional, mas opõe-se a restrições de viagens e trocas comerciais.
31 de janeiro Estados Unidos decidem proibir a entrada de estrangeiros que tenham estado na China nos últimos 14 dias e impor quarentena a viajantes de qualquer nacionalidade provenientes da província de Hubei. Ministério da Saúde de Portugal anuncia que vai disponibilizar instalações onde os portugueses provenientes de Wuhan possam ficar em isolamento voluntário.
1 de fevereiro Austrália proíbe entrada no país a não residentes vindos da China.
2 de fevereiro Os 18 portugueses e as duas brasileiras retirados da cidade de Wuhan chegam a Lisboa e ficam em isolamento voluntário por 14 dias. Filipinas anunciam o primeiro caso mortal no país. É a primeira morte fora da China.
3 de fevereiro OMS anuncia que está a trabalhar com a Google para travar informações falsas sobre o novo coronavírus. O chefe da OMS, Tedros Adhanom Ghebreyesus, declarou que não havia necessidade de medidas que "interferissem desnecessariamente com viagens e comércio internacionais" para parar o coronavírus. Elogiou a resposta chinesa e referiu que a propagação do vírus é "mínima e lenta".
11 de fevereiro OMS decide dar oficialmente o nome de Covid-19 à infeção provocada pelo novo coronavírus.
13 de fevereiro Autoridades chinesas mudam a forma de contabilizar e assumir casos de infeção. Passam a contar não apenas os casos com confirmação laboratorial, mas também os que têm confirmação clínica apoiada por exames radiológicos.
14 de fevereiro Segunda morte confirmada fora da China, no Japão.
15 de fevereiro Um turista chinês de 80 anos morre em França. É a primeira morte registada na Europa - o primeiro europeu a morrer no seu continente acontece a 26 de fevereiro.
16 de fevereiro Terceira morte confirmada fora da China, num turista chinês que visitava França.
19 de fevereiro Dois primeiros casos revelados no Irão. No mesmo dia é anunciado que os dois morreram devido ao Covid-19.
20 de fevereiro Autoridades chinesas voltam a alterar a metodologia da contagem de infetados, uma decisão que se reflete numa descida acentuada no número de novos casos. Coreia do Sul regista a primeira morte. Suíça adia uma cimeira internacional sobre saúde devido à epidemia, na qual estaria presente o diretor-geral da Organização Mundial da Saúde (OMS) e ministros da Saúde.
21 de fevereiro Autoridades chinesas anunciam que surto está "sob controlo". Itália regista primeira vítima mortal, um italiano de 78 anos.
22 de fevereiro Irão fecha escolas, universidades e centros educativos em duas cidades. País confirma mais de 40 casos de infeção e oito mortes.
23 de fevereiro Autoridade japonesas confirmam que um português, Adriano Maranhão, canalizador no navio Diamond Princess, atracado no porto de Yokohama, deu teste positivo ao vírus da infeção Covid-19. Presidente da China, Xi Jiping, admite que o surto é a mais grave emergência de saúde no país desde a fundação do regime comunista, em 1949. Autoridades italianas ordenam suspensão dos festejos do Carnaval de Veneza. Fundo Monetário Internacional (FMI) considera que epidemia coloca em risco a recuperação económica mundial e manifesta disponibilidade para ajudar financeiramente os países mais pobres e vulneráveis.
24 de fevereiro Comissão Europeia anuncia mobilização de 230 milhões de euros para apoiar a luta global contra o Covid-19. Diretor-geral da OMS avisa que o mundo tem de se preparar para uma "eventual pandemia", considerando "muito preocupante" o "aumento repentino" de casos em Itália, Coreia do Sul e Irão.
25 de fevereiro O português infetado a bordo de um navio de cruzeiros atracado no Japão é enviado para um hospital de referência local. O especialista que liderou a equipa da OMS enviada à China afirma que o mundo "simplesmente não está pronto" para enfrentar a epidemia.
26 de fevereiro Primeiro caso de contágio na América do Sul. É no Brasil, um homem de 61 anos, de São Paulo, regressado do norte de Itália. Vários países confirmam igualmente os primeiros casos: Grécia, Finlândia, Macedónia do Norte, Geórgia e Paquistão. OMS revela que o número de novos casos diários confirmados no resto do mundo ultrapassou pela primeira vez os registados na China.
27 de fevereiro Arábia Saudita suspende temporariamente a entrada de peregrinos que visitam a mesquita do profeta Maomé e os lugares sagrados do Islão em Meca e Medina, bem como turistas de países afetados pelo coronavírus. Segundo português hospitalizado no Japão "por indícios relacionados" com o Covid-19, também tripulante do navio de cruzeiros Diamond Princess. A DGS divulga orientações às empresas, aconselhando-as a definir planos de contingência para casos suspeitos entre os trabalhadores que contemplem zonas de isolamento e regras específicas de higiene, e para portos e viajantes via marítima, que define que qualquer caso suspeito validado deve ser isolado e que apenas um elemento da tripulação deve contactar com o passageiro.
28 de fevereiro Primeiro caso confirmado na África subsariana, na Nigéria, depois de terem sido identificadas infeções no norte do continente, no Egito e na Argélia. Suíça proíbe pelo menos até 15 de março qualquer evento público ou privado que reúna mais de mil pessoas. Comissão Europeia solicita aos Estados-membros da UE que avaliem os impactos económicos do novo coronavírus. OMS aumenta para "muito elevado" o nível de ameaça do novo coronavírus. Responsáveis da Feira Internacional de Turismo de Berlim anunciam a suspensão do evento, considerado o maior do mundo, que se deveria realizar entre 4 e 8 de março. Governo português reforça em 20% o stock de medicamentos em todos os hospitais do país, além de estar a preparar um eventual reforço de recursos humanos.
29 de fevereiro Governo francês anuncia cancelamento de "todas as concentrações com mais de 5.000 pessoas" em espaços fechados e alguns eventos no exterior, como a meia-maratona de Paris. Primeira vítima mortal nos Estados Unidos da América.
1 de março Governo das Astúrias confirma primeiro caso de infeção pelo novo coronavírus na região espanhola, o escritor chileno Luis Sepúlveda, que esteve recentemente na Póvoa de Varzim, em Portugal. Macau com perdas históricas nas receitas do jogo em fevereiro, menos 87,8% em relação a igual período de 2019, num mês em que os casinos fecharam por 15 dias devido ao surto de Covid-19. Adriano Maranhão, primeiro português infetado no Japão, tem alta hospitalar.
2 de março Confirmados dois primeiros casos em Portugal Funcionários públicos em teletrabalho ou isolamento profilático sem perda de salário em Portugal, segundo um despacho do Governo. Governo português divulga um despacho a ordenar aos serviços públicos que elaborarem planos de contingência para o surto de Covid-19.
3 de março Primeira morte em Espanha. Itália confirma 79 mortes. Número de infetados em Portugal sobe para quatro. Mais de três mil mortos e de 91 mil infetados em todos os continentes, segundo dados da OMS. Os países mais afetados são China, Coreia do Sul, Irão e Itália. Hospitais São João e Santo António, no Porto, esgotaram capacidade de resposta a casos suspeitos, novas unidades são ativadas Comissão Nacional de Proteção Civil passa a funcionar em permanência, para fazer face ao novo coronavírus. Governo português dá cinco dias às empresas públicas para elaborarem planos de contingência. Reserva Federal dos Estados Unidos (Fed), que gere a política monetária do país, corta em 50 pontos base as taxas de juro, devido ao novo coronavírus. O presidente da Fed, Jerome Powell, considera inevitável que os efeitos do surto alastrem às economias mundiais e alterem o seu normal funcionamento "durante algum tempo". FMI e Banco Mundial anunciam que reuniões de abril, que se realizam anualmente em Washington, vão ser feitas à distância, em "formato virtual".
4 de março Itália, o país europeu mais afetado, fecha todas as escolas e universidades. Tinha então 3,089 infetados e 107 mortos. Número de infetados em Portugal sobre para seis. Em todo o mundo, há registo de mais de 3.100 mortos e de 93.100 infetados em 77 países de cinco continentes. Mais de 290 milhões de jovens sem aulas em todo o mundo, segundo a UNESCO. Os trabalhadores em quarentena em Portugal por determinação de autoridade de saúde vão receber integralmente o rendimento nos primeiros 14 dias, diz despacho do Diário da República. O primeiro-ministro português anuncia linha de crédito para apoio de tesouraria a empresas afetadas pelo impacto económico do surto do novo coronavírus, caso seja necessário, no valor inicial de 100 milhões de euros. Banco Mundial anuncia 12.000 milhões de dólares (cerca de 10.786 milhões de euros) para ajudar os países que enfrentam impactos económicos e de saúde. O setor dos serviços contraiu pela primeira vez na China desde que há registos. FMI diz que crescimento mundial será inferior em 2020 ao de 2019 devido ao impacto da epidemia do novo coronavírus, mas que é "difícil prever quanto". Surto diminuiu exportações mundiais em 50 mil milhões de dólares em fevereiro, segundo uma análise publicada pela Conferência das Nações Unidas sobre Comércio e Desenvolvimento. A Escola Superior de Música e Artes do Espetáculo, no Porto, suspende aulas por ter havido contactos com o quinto infetado.
5 de março Portugal com nove casos de infeção. O número de pessoas infetadas em todo o mundo aumenta para 97.510, das quais 3.346 morreram, em 85 países e territórios. A China é o país mais afetado (80.409 casos e 3.012 mortes); seguido pela Coreia do Sul (6.088 casos, 35 mortes), Itália (3.858 casos, 148 mortes) e Irão (3.513 casos, 107 mortes). Bolsa de Turismo de Lisboa adiada para 27 a 31 de maio Perdas das companhias aéreas mundiais podem chegar aos 113 mil milhões de dólares (101,1 mil milhões de euros), estima a associação internacional de transporte aéreo (IATA). TAP reduz 1.000 voos em março e abril devido a quebra nas reservas, suspende investimentos e avança com licenças sem vencimento. O Fundo Monetário Internacional disponibiliza 50 mil milhões de dólares (cerca de 46,7 mil milhões de euros) para combater o surto.
6 de março 13 casos infetados em Portugal. Número de casos no mundo ultrapassa os 100 mil, das quais 3.456 morreram, em 92 países e territórios. A China (sem as regiões administrativas de Macau e Hong Kong), o país onde a epidemia foi declarada no final de dezembro, soma 80.552 casos e 3.042 mortes. Preço do barril de Brent cai mais de 6%, para 47 dólares, devido à quebra da procura
7 de março Número de infeções em Portugal sobe para 21 Visitas a hospitais, lares e estabelecimentos prisionais da região Norte suspensas temporariamente. A ministra da Saúde portuguesa, Marta Temido, recomenda também o adiamento de eventos sociais. Uma escola de Idães, em Felgueiras, o Instituto de Ciências Biomédicas Abel Salazar (ICBAS), a Faculdade de Farmácia da Universidade do Porto e o edifício do curso de História da Universidade do Minho foram encerrados por serem instituições relacionadas com casos de pessoas infetadas em Portugal. Governo italiano proíbe as entradas e saídas da Lombardia e de outras 11 províncias próximas para limitar a disseminação do coronavírus, que já causou 233 mortes e 5.061 infetados em todo o país.
8 março Presidente da República Marcelo Rebelo de Sousa decide entrar em quarentena de 14 dias após receber em Belém uma turma de Felgueiras. Mais quatro casos em Portugal, número de infetados sobe para 25. Reino Unido anuncia um aumento de 64 novos casos, elevando-o a um total de 273 casos. Este país regista três mortos. EUA tem 564 infetados, os mortos são 21. Itália confirma 1.492 casos adicionais e 133 mortes. Números totais: 7.375 infetados e 366 mortos. O primeiro-ministro Giuseppe Conte estendeu o bloqueio de quarentena para cobrir toda a região da Lombardia e outras 14 províncias do norte do país. Registado o primeiro morto em África, que ocorre no Egito - um cidadão alemão hospitalizado a 1 de março e depois sofreu insuficiência respiratória causada por pneumonia aguda. DGS encerra escolas e suspende atividades de lazer e culturais nos concelhos de Lousada e Felgueiras por causa do acumular de casos.
9 março Alemanha regista as duas primeiras mortes no país. Infetados aumentam para 1.176. Universidades de Lisboa e Coimbra suspendem todas as aulas presenciais por duas semanas. Itália estende quarentena a todo o país, onde número de mortos atinge 463. Primeiros casos em Chipre significam que todos os países da União Europeia estão atingidos pelo novo coronavírus. Números da Espanha aumentam para 1.231 casos, com 30 mortes. Itália: 9.172 infetados e 463 mortos. França revela que os deputados Guillaume Vuilletet e Sylvie Tolmont estão infetados, havendo cinco deputados da Assembleia com Covid-19. Também foi confirmado que o ministro da Cultura, Franck Riester, havia testado positivo. O número de casos aumentou para 1.412.
10 março Câmara de Lisboa encerra museus, teatros municipais e suspende atividades desportivas em recintos fechados. Direção-Geral do Património Cultural (DGPC) decreta fecho de museus, monumentos e palácios na sua dependência. Governo português suspende voos para todas as regiões de Itália por 14 dias. O primeiro-ministro italiano Conte estende o bloqueio de quarentena a toda a Itália, incluindo restrições de viagens e a proibição de reuniões públicas. Número de infetados sobe para 10.149, número de mortos é já 631. Portugal: 41 infetados
11 março Organização Mundial de Saúde passa a considerar o Covid-19 como uma pandemia, isto é um surto de doença com distribuição geográfica internacional muito alargada e simultânea. Itália anuncia que o jogador da Juventus Daniele Rugani, colega de Ronaldo, testa positivo para Covid-19. Total de infetados em Itália: 12.462. Total de mortos: 827. Portugal: 59 infetados. Turquia anuncia primeiro caso num homem regressado da Europa. Mais de mil médicos disponibilizam-se para reforçar a capacidade de resposta do Serviço Nacional de Saúde.
12 março Portugal decide encerrar todos os estabelecimentos de ensino até ao final das férias da Páscoa a partir de 16 de março, encerramento de discotecas, restrições em restaurantes, centros comerciais, serviços públicos e proibição de desembarque de passageiros de cruzeiros. Portugal tem agora 78 pessoas infetadas e ainda zero mortes relacionadas com Covid-19. Estado de alerta declarado em todo o país, com proteção civil e forças e serviços de segurança em prontidão. Região Autónoma da Madeira suspende atracagem de navios de cruzeiro e impõe medição de temperatura a passageiros nos aeroportos. Governo dos Açores fecha escolas e museus, interdita cinemas e ginásios. Hospital de São João anuncia que uma das primeiras pessoas internadas em Portugal com Covid-19 se curou. Em apenas um dia, Itália regista 2651 novos infetados, elevando o número de doentes com Covid-19 para 15.113. Nas mesmas 24 horas, morreram 189 italianos. O total de mortos em Itália é agora 1.016.
13 março Europa toma o lugar da China como maior epicentro do coronavírus, diz a OMS, numa altura em que o crescimento de casos abranda no país oriental (China tem agora 80.815 infetados e 3.117 mortos) e acelera em Itália e no resto do continente europeu. Portugal: 112 infetados com o Covid-19. 61 países da África, Ásia, Europa, Oriente Médio, América do Norte e América do Sul anunciaram ou implementaram fecho total ou parcial de escolas e universidades. Trinta e nove países fecharam todas as escolas, afetando 421,4 milhões de crianças e jovens. Nesta altura são 11 os países que proíbem a entrada de voos de Portugal (e da Europa): Arábia Saudita, Argentina, El Salvador, EUA, Guatemala, Itália, Jordânia, Kuwait, Nepal, República Checa e Venezuela. Estados Unidos proíbem entrada de voos de passageiros vindos do espaço Schengen na Europa (26 países, incluindo obviamente Portugal) durante 30 dias. Venezuela, país de 32 milhões de habitantes, confirma os dois primeiros casos de infetados: uma pessoa vinda dos EUA e outra de Espanha. O país de Nicolas Maduro também proibiu voos vindos da Europa durante um mês. Eslováquia, Malta e República Checa fecham fronteiras com os países membros da EU. Governo permite a funcionários públicos ficar em casa em regime de teletrabalho sempre que funções o permitam. Madeira suspende voos provenientes da Dinamarca, França, Alemanha, Suíça e Espanha, países de transmissão ativa.
Presidente dos EUA, Donald Trump, declara estado de emergência nacional.
UEFA suspende todos os jogos sob a sua égide, incluindo Liga dos Campeões e Liga Europa. República Checa anuncia fecho total de fronteiras a partir de 16 de março.
14 março Número mundial de infetados: 150.054. Total de mortos: 5.617 Portugal: 169 infetados. Nas últimas 24 horas houve 57 novos casos. Não há ainda mortes em Portugal. Ministra da Saúde, Marta Temido, anuncia que Portugal entrou "numa fase de crescimento exponencial da epidemia", com 169 casos confirmados.
Açores e Madeira decidem quarentena obrigatória para todas as pessoas que cheguem às regiões autónomas. Governo de Espanha, onde há mais de 5.700 casos, impõe "medidas drásticas" no âmbito do estado de alerta, proíbe cidadãos de andar na rua, exceto para irem trabalhar, comprar comida ou à farmácia.
15 de março Número de casos em Portugal atinge 245, em todo mundo há quase 160.000 pessoas infetadas e já morreram mais de 6.000.
Presidente da República, Marcelo Rebelo de Sousa, convoca Conselho de Estado por videoconferência para 18 de março, para discutir a "eventual decisão de decretar o estado de emergência" em Portugal.
Sindicato Independente dos Médicos conta mais de 50 clínicos infetados e mais de 150 em quarentena.
Governo proíbe consumo de bebidas alcoólicas na via pública e eventos com mais de cem pessoas, apelando para que deslocações se limitem ao estritamente necessário.
Autoridade Marítima Nacional interdita atividades desportivas ou de lazer que juntem pessoas nas praias do continente, Madeira e Açores.
16 de março Portugal regista a primeira morte devido ao coronavírus. O número de infetados pelo novo coronavírus sobe para 331. Segundo a Direção-Geral da Saúde, há 2.908 casos suspeitos, dos quais 374 aguardam resultado laboratorial.
Governo português anuncia o controlo de fronteiras terrestres com Espanha, passando a existir nove pontos de passagem e exclusivamente destinados para transporte de mercadorias e trabalhadores que tenham de se deslocar por razões profissionais.
Portugal vai também intensificar o controlo sanitário nos aeroportos.
Macau decreta quarentena obrigatória de 14 dias para quem chegar ao território, com exceção da China continental, Taiwan e Hong Kong.
Assembleia da República dispensa funcionários inseridos em grupos de risco e promove o trabalho à distância e rotatividade.
17 de março O número de infetados sobe para 448.
É anunciado que o SNS foi reforçado com mais 1.800 médicos e 900 enfermeiros e que há 30 profissionais de saúde infetados, 18 dos quais médicos. E é também anunciado o nascimento do primeiro bebé filho de uma mulher infetada. O bebé não foi infetado.
O governo regional da Madeira anuncia o primeiro caso na região.
O município de Ovar fica sujeito a "quarentena geográfica" e o Governo declara o estado de calamidade pública para o concelho, que passa a ter entradas e saídas controladas. A circulação de pessoas nas ruas também é controlada.
António Costa anuncia a suspensão das ligações aéreas de fora e para fora da União Europeia.
A CP reduz em 350 as ligações diárias.
18 de março O Presidente da República decreta o estado de emergência por 15 dias, depois de ouvido o Conselho de Estado e de ter obtido o parecer positivo do Governo e da aprovação do decreto pela Assembleia da República.
O estado de emergência vigora até 02 de abril.
António Costa diz que "o país não para" e que o Governo tudo fará para manter a produção e distribuição de bens essenciais.
O estado de emergência contempla o confinamento obrigatório e restrições à circulação na via pública. A desobediência é crime e pode levar à prisão.
No dia em que o Governo revela um conjunto de linhas de crédito para apoio à tesouraria das empresas de 3.000 milhões de euros, é também anunciado que as contribuições das empresas para a Segurança Social são reduzidas a um terço em março, abril e maio, e que as empresas vão ter uma moratória concedida pela banca no pagamento de capital e juros.
O número de infetados sobe para 642 e regista-se uma segunda morte. O Alentejo regista os primeiros dois casos.
19 de março O número de vítimas mortais sobe para três em Portugal, com os casos confirmados a ascenderem a 785. Graça Freitas anuncia que quem apresentar sintomas ligeiros ou moderados da doença é seguido a partir de casa.
O primeiro-ministro anuncia, após a reunião do Conselho de Ministros, as medidas e regras para cumprir o estado de emergência, incluindo o "isolamento obrigatório" para doentes com covid-19 ou que estejam sob vigilância. Os restantes cidadãos devem cumprir "o dever geral de recolhimento domiciliário". A regra é que os estabelecimentos com atendimento público devem encerrar e o teletrabalho é generalizado.
A proposta de lei do Governo com as medidas excecionais é de imediato promulgada pelo Presidente da República.
É também anunciado que o Governo criou um "gabinete de crise" para lidar com a pandemia e que suspendeu o pagamento da Taxa Social Única.
O governo dos Açores determina a suspensão das ligações aéreas da transportadora SATA entre todas as ilhas e a TAP anuncia que vai reduzir a operação até 19 de abril, prevendo cumprir 15 dos cerca de 90 destinos.
20 de março Com o país recolhido começam a destacar-se respostas da sociedade civil e das autarquias para fazer face à pandemia, anunciam-se ações de solidariedade para com os mais necessitados.
O Governo reúne-se em Conselho de Ministros para aprovar um conjunto de medidas de apoio social e económico para a população mais afetada. António Costa anuncia que é adiado para o segundo semestre o pagamento do IVA e do IRC, a prorrogação automática do subsídio de desemprego e do complemento solidário para idosos e do rendimento social de inserção.
É também anunciado que as celebrações religiosas, como funerais, e outros eventos que impliquem concentração de pessoas são proibidos, e que as autoridades de saúde ou de proteção civil podem decretar a requisição civil de bens ou serviços públicos se necessários para o combate à doença.
Portugal tem seis vítimas mortais e 1.020 casos confirmados.
21 de março O número de mortes sobe para 12, o dobro do dia anterior, e os infetados são 1.280.
Marta Temido estima que o pico de casos aconteça em meados de abril, e diz que Portugal vai adotar um novo modelo de tratamento de infetados, que passa pelo aumento do acompanhamento em casa. Graça Freitas estima que a taxa de letalidade é de cerca de 1%, mas avisa que pode mudar.
O Governo anuncia que vai prorrogar os prazos das inspeções automóveis e reduz os leilões nas lotas, criando uma linha de crédito até 20 milhões de euros para o setor da pesca.
Com o país em casa surgem as primeiras notícias de infeções em lares. Na Casa de Saúde da Idanha, em Belas, arredores de Lisboa, é anunciado que 10 utentes estão infetados. Um lar em Vila Nova de Famalicão fica sem funcionários depois de oito terem dado positivo ao covid-19.
O ministro dos Negócios Estrangeiros anuncia que a TAP prevê realizar voos para a Praia e Sal (Cabo Verde), Bissau (Guiné-Bissau) e São Tomé para transportar portugueses para casa.
22 de março O número de mortes associadas à covid-19 sobe para 14 e o de infetados para 1.600 (mais 320).
Num domingo de sol muitas pessoas saem à rua e na Póvoa de Varzim a polícia é chamada devido ao "desrespeito ao estado de emergência" (multidão a passear). Em Coimbra a PSP também é chamada por causa de um aglomerado na Mata Nacional do Choupal.
São detidas sete pessoas no país por crime de desobediência.
Os utentes do lar de Famalicão são transferidos para o Hospital Militar do Porto.
As autoridades iniciam o repatriamento de mais de 1.300 passageiros que chegam a Lisboa num navio de cruzeiro (entre eles estão 27 portugueses).
O Governo assina três despachos, que entram em vigor no dia seguinte, para garantir serviços essenciais de abastecimento de água e energia, recolha de lixo e funcionamento de transportes públicos.
O presidente da Associação Nacional de Freguesias, Jorge Veloso, pede que as pessoas das cidades e os emigrantes evitem ir para o interior.
23 de março Portugal tem 23 mortes e 2.600 infeções.
As queixas sobre a falta de equipamentos para quem mais necessita, como profissionais de saúde ou de segurança, começam a surgir. O Governo anuncia que o Estado vai comprar à China equipamentos de proteção e que espera quatro milhões de máscaras. Cinco polícias e dois técnicos sem funções policiais estão infetados numa esquadra de Vila Nova de Gaia.
O Governo cria uma linha de apoio de emergência de um milhão de euros para artistas e entidades culturais e reforça com 50 milhões de euros os acordos de cooperação com o setor social (responsável pelos lares de idosos ou centros de dia).
Uma residência para idosos na Maia, Porto, coloca em isolamento 46 idosos devido a casos de infeção.
24 de março O número de mortes sobe para 33 e o número de infeções passa a 2.362.
A secretária de Estado da Administração Interna, Patrícia Gaspar, anuncia a ativação do Plano Nacional de Emergência de Proteção Civil, no mesmo dia em que são já 27 as detenções por violação das regras do estado de emergência.
O Presidente da República admite que o pico da pandemia possa ocorrer depois de 14 de abril. No parlamento, o presidente e líder parlamentar do PSD abandona o plenário depois de uma discussão sobre o número excessivo de deputados na bancada social-democrata.
A Fundação para a Ciência e Tecnologia (FCT) lança uma linha de financiamento de 1,5 milhões de euros para investigação e "implementação rápida" de respostas às necessidades do SNS.
Em Vila Real, o presidente da Câmara alerta para a existência de 20 utentes e funcionários de um lar infetados com covid-19.
O Rali de Portugal é adiado.
25 de março Portugal regista mais 10 mortes chegando às 43, quando são contabilizadas 2.995 infeções.
O secretário de Estado da Saúde diz que o sistema tem capacidade de fazer 8.600 testes diários. A questão de se fazer mais testes ou não divide opiniões.
A Autoridade Nacional de Emergência e Proteção Civil coloca em alerta laranja, o segundo mais grave, os distritos de Lisboa, Porto e Aveiro.
O ministro de Estado e das Finanças diz que o país "nunca esteve tão bem preparado" para enfrentar uma crise como a causada pelo vírus.(lol) O Banco de Portugal anuncia que é facilitada a concessão de crédito pessoal por parte dos bancos.
A Câmara de Melgaço implementa um cerco sanitário na aldeia de Parada do Monte, com 370 habitantes, após confirmação de três casos de infeção.
A ASAE diz que já fiscalizou 41 operadores económicos por causa de especulação de preços.
26 de março Há 3.544 infeções e morreram 60 pessoas.
Há doentes a ser tratados com medicamentos da malária e do ébola, ainda que sem certezas, diz Graça Freitas.
O Banco de Portugal estima que o Produto Interno Bruto caia este ano 3,7% num cenário base e 5,7% num cenário adverso, devido à pandemia. A taxa de desemprego deve subir acima dos 10%. No dia em que Marcelo Rebelo de Sousa admite prolongar o estado de emergência reúne-se o Governo em Conselho de Ministros e aprova a suspensão até setembro do pagamento dos créditos à habitação e de créditos de empresas. Aprova também medidas excecionais de proteção dos postos de trabalho (como redução temporária de horário ou suspensão do contrato) e uma proposta de lei que prevê um regime de mora no pagamento das rendas, habilitando ainda o Instituto da Habitação e da Reabilitação Urbana a conceder empréstimos a inquilinos.
Na Maia um lar de idosos infetado é evacuado, em Vila Real aumentam as infeções num lar de idosos, de 20 para 45.
É anunciado que quem aterrar nos Açores tem confinamento obrigatório de 14 dias.
27 de março No lar da Nossa Senhora das Dores, em Vila Real, são agora 88 os infetados, entre os quais 68 utentes.
Em Portugal o número de mortes chega a 76 e o número de infetados sobe para 4.268.
Graça Freitas diz agora que o pico da pandemia pode afinal ser só em maio.
António Costa anuncia a chegada a Portugal de milhares de equipamentos de proteção individual e o Laboratório Militar também anuncia que começou a fazer testes de diagnóstico. Outras entidades como o Instituto de Medicina Molecular também começam a fazer testes.
Mil e quinhentos enfermeiros voluntariam-se para reforçar o apoio à linha telefónica SNS24, segundo a bastonária da Ordem.
As forças de segurança detiveram, desde o início do estado de emergência, 64 pessoas por crime de desobediência, e mandaram encerrar 1.449 estabelecimentos. O balanço é do MAI, segundo o qual também foram impedidas de entrar em Portugal 850 pessoas e uma delas foi detida. A detida, viria a confirmar-se depois, estava infetada com covid-19.
No Algarve, quando se aproxima o período da Páscoa, que costuma encher os hotéis, a associação empresarial do setor diz que a hotelaria está praticamente encerrada.
28 de março O número de mortes ascende à centena e os infetados são 5.170. Marta Temido também diz que o pico da epidemia só deve acontecer no final de maio e que as medidas de contenção social estão a abrandar a curva de infeções.
O Presidente da República pede aos portugueses para que, no período da Páscoa, continuem a respeitar as regras de contenção. A PSP interpela todas as pessoas que atravessam a Ponte 25 de Abril, no sentido norte-sul, e são divulgadas imagens de grandes filas de carros, alguns deles, diz a PSP, em incumprimento do estado de emergência.
É publicada uma retificação do diploma inicial do "lay-off" simplificado, acautelando que nenhum trabalhador de empresas que recorram e esse apoio pode ser despedido.
O Governo anuncia que vai organizar uma operação de transporte aéreo para o regresso temporário a Portugal de professores portugueses que estão em Timor-Leste.
29 de março Portugal contabiliza 119 mortes e 5.962 casos de infeções p. O número de pessoas internadas nos cuidados intensivos é de 138 doentes, um aumento para o dobro em relação ao dia anterior.
As notícias sobre infeções em lares continuam, como em Foz Côa, Guarda, onde o lar tem 47 infetados num universo de 62 idosos, segundo o provedor.
Em Ovar, onde foi declarado o estado de calamidade pública, são cinco as mortes, uma delas uma jovem de 14 anos, diz o vice-presidente da Câmara.
Nos Açores, o concelho de Povoação, na ilha de S. Miguel, é também submetido a um cordão sanitário.
Surgem notícias, através de sindicatos, de que há pelo menos um guarda prisional infetado do estabelecimento de Custoias e de uma auxiliar de ação médica no hospital prisional de Caxias. O Governo diz que vai ponderar criteriosamente a recomendação das Nações Unidas para libertação imediata de alguns presos mais vulneráveis.
30 de março António Costa avisa que Portugal "vai entrar no mês mais crítico desta pandemia", no dia em que os números da DGS indicam que há 140 mortes e 6.408 infetados.
Segundo o primeiro-ministro, com ou sem estado de emergência vai ser preciso prolongar as medidas que têm sido adotadas. E, diz também, que na próxima semana pretende cobrir o país com despistes de covid-19 em lares.
O secretário de Estado da Saúde, António Lacerda Sales, afirma que o número de profissionais de saúde infetados chegou aos 853, e Graça Freitas admite impor-se uma cerca sanitária na região do Porto, motivando fortes críticas.
A ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, diz que a segurança social recebeu 1.400 pedidos de empresas que pretendem aderir ao "lay-off" simplificado.
(Continua nos comentários)
O ministro da Economia, Pedro Siza Vieira, admite nacionalizações e diz que seria "um erro trágico" reagir com medidas de austeridade à crise provocada pela pandemia, defendendo antes o apoio ao crescimento da economia.
O Governo pede a abertura de "forma condicionada" das juntas de freguesia onde estão instalados postos dos CTT, lembrando que esses serviços garantem a entrega de pensões. A empresa anunciou que ia antecipar a emissão e pagamento de vales em dois dias úteis.
Marcelo Rebelo de Sousa diz que se impõe manter as medidas de contenção que vigoram em Portugal.
A TAP avança para um processo de "lay-off" para 90% dos trabalhadores.
O governo dos Açores prolonga a situação de contingência no arquipélago até 30 de abril.
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Coronavírus, o sucesso dos tigres asiáticos, China, OMS e o Ocidente.

O SUCESSO DOS TIGRES ASIÁTICOS E DA MONGÓLIA NO COMBATE AO COVID-19
Em 31 de dezembro de 2019, a Organização Mundial da Saúde (OMS) foi alertada sobre vários casos de pneumonia na cidade de Wuhan, província de Hubei, na República Popular da China. Desde então a organização veem fazendo esforços para um alinhamento global em resposta a pandemia.
Mas antes mesmo da OMS reconhecer o erro em declarar o cluster como de risco moderado, em 27 de janeiro, ou seja, 3 dias antes da organização declarar a situação como Emergência de Saúde Pública de Importância Internacional (ESPII), a Mongólia adotou o encerramento do deslocamento terra e ar com a China como medida de prevenção. Nesse mesmo dia Taiwan já estava a cruzar informações de duas bases de dados: o banco nacional de seguro de saúde que agrupa todas as interações dos pacientes com seu sistema de saúde e os dados de imigração, ação que permitiu o acompanhamento da evolução dos casos em tempo real 1 dia após essa decisão. A província separada da China também criou um formulário online para averiguar as ameaças e quem havia viajado nos últimos 14 dias para fora da área de risco, recebia um atestado de saúde para facilitar a volta ao país.
Outro caso de êxito é o da Singapura que foi um dos primeiros países a serem afetados pelo vírus e entre 5 de fevereiro de 2020 a 18 de fevereiro de 2020 foi o local com mais casos de Covid-19 fora da China e mesmo assim conseguiu se sobressair na crise do Coronavírus por conta das suas estratégias de identificar o maior número possível de casos usando métodos de detecção complementares, ampliar a capacidade de produção de testes em laboratórios e realizar a triagem de viajantes recebidos de Wuhan, que foi feita entre o dia 03 e 29 de janeiro de 2020.
Em Hong Kong, que tem divisa com a China as medidas também começaram a ser tomadas no dia 03 de janeiro de 2020. Seis das 14 entradas da China para Hong Kong foram fechadas, logo em seguida mais 5 também sofreram restrições e no início de fevereiro qualquer pessoa vinda da China tinha de ficar 14 dias em observação.
A Coréia do Sul também possui um número de casos e mortes relativamente baixo em comparação com as principais potências do mundo. Para o diplomata Chan Woo Kim, o sucesso se deve aos cidadãos que aderiram as medidas de higiene e distanciamento social. O que demonstra um nível cultural elevado em comparação a outros países.
EXPERIÊNCIA COM SARS
Não é fruto do acaso que os tigres asiáticos tenham sabido lidar com a pandemia do Covid-19. Em 2004, após a crise de Síndrome Aguda Respiratória Severa (SARS), o governo de Taiwan criou o National Health Command Center (NHCC), que é uma central de gerenciamento de crises formada por uma central de epidemias (CECC) forma por secretarias relacionadas a desastres biológicos e ações médicas em tempos de crise e atualmente tem tido um papel extremamente importante no gerenciamento da crise do Coronavírus. Um exemplo disso é uma lista de 124 ações produzida e implementada pelo CECC entre 20 de janeiro e 24 de fevereiro de 2020 contendo medidas como controle de fronteiras do ar e do mar, identificação de novos dados e tecnologia (Big Data), busca proativa de casos, localização de recursos e luta contra desinformação além de assistência a empresas.
Outra vítima bastante afetada pela crise do SARS em 2003, a Singapura também estabeleceu uma prontidão para incluindo planos baseados na avaliação de riscos, calibração das medidas de resposta e o Centro Nacional para Doenças Infecciosas (NCID), uma instalação de gerenciamento de doenças infecciosas construída para 330 funções clínicas, laboratoriais e epidemiológicas integradas.
No caso de Hong Kong para Nicholas Thomas, professor associado da Universidade da Cidade de Hong Kong, a experiência com SARS impactou a psicologia da cidade pois muitas pessoas já utilizavam máscaras e evitavam reuniões desde o início do surto.
E por fim a Coréia do Sul, que também enfrentou o SARS, também possui protocolos de prevenção e testagem bem definidos. O que dá uma vantagem no combate ao vírus e tem se mostrado efetivo nos casos dos países citados anteriormente.
USO DA TECNOLOGIA NO GERENCIAMENTO DA CRISE
O uso da tecnologia da informação no combate ao Coronavírus foi de extremo valor para a província de Taiwan que integrou sobre o seu sistema de saúde e imigração para análises gerando alertas em tempo real durante uma visita clínica com base no histórico de viagens e sintomas para ajudar na identificação do caso. Incluiu também a leitura do QR Code e relatórios on-line acerca do histórico de viagens e sintomas de saúde para classificar os riscos infecciosos dos viajantes com base na origem do voo e histórico de viagens nos últimos 14 dias.
CONCLUSÕES
O pioneirismo dos tigres asiáticos e da Mongólia está na sua antecipação a respeito da situação e deveria ter sido tomado de exemplo pelo ocidente desde o princípio da situação, afinal, são países próximos da China e com certeza possuem mais noção acerca da situação do que qualquer país ocidental, como é o caso da Mongólia que está geograficamente localizada acima do território Chinês, Hong Kong que é um território autônomo da China, Taiwan que está localizada a 180km ao leste dos chineses. Além de todos eles terem passado por surtos de SARS.
O fato é que enquanto os tigres asiáticos se antecipavam da situação, o Ocidente subestimava e não acreditava que o vírus chinês chegaria ao seu território. No Brasil o ministério da saúde informou por exemplo de que o carnaval não deveria ter sido cancelado por não haver comprovação de que o vírus circulava dentro do território, como se naquela época não existisse evidências suficientes para uma tomada de decisão preventiva. Trump também foi outro a subestimar a chegada do vírus no seu território. No dia 31/01 a porta voz da OMS disse numa entrevista em Genebra que a Organização Mundial da Saúde não recomenda restrições de viagens e comércio pois seria improdutivo e que incentivaria as viagens ilegais. A Itália em 25/02 insistiu em manter as fronteiras abertas e hoje paga o preço por isso.
Fato interessante é que tinha veículo da mídia dizendo que Taiwan sofria com proibição de voos e desinformação acerca do vírus chinês por estar fora da OMS. O tempo mostrou justamente o contrário: não se pode depender de órgãos internacionais formadores de consenso. Se realmente a OMS e o Ocidente estivessem preocupados com as vidas, recomendariam desde o princípio, lá em Janeiro, que medidas de prevenção fossem tomadas, o que evitaria não só o colapso no sistema de saúde mas também a recessão econômica que está por vir.
Fontes:
Saiba como Taiwan conseguiu parar o coronavírus usando a tecnologia: https://canaltech.com.bsaude/saiba-como-taiwan-conseguiu-parar-o-coronavirus-usando-tecnologia-161834/
Itália e países vizinhos manterão fronteiras abertas: https://agenciabrasil.ebc.com.binternacional/noticia/2020-02/coronavirus-italia-e-paises-vizinhos-manterao-fronteiras-abertas
Coronavirus na Mongólia: https://www.amicusmongolia.com/coronavirus-mongolia-update.html?fbclid=IwAR069gfixc2yEtZLaNo-2pKSZfHS77nLgFAuV9pt8qomnA_kQWU_Ui3gzsg
Fora da OMS, Taiwan enfrenta proibição de voos e desatualização sobre vírus: https://noticias.uol.com.bultimas-noticias/reuters/2020/02/03/fora-da-oms-taiwan-enfrenta-proibicao-de-voos-e-desatualizacao-sobre-virus.htm
OMS considera improdutivo fechar fronteiras contra o coronavírus: https://noticias.uol.com.bultimas-noticias/afp/2020/01/31/oms-considera-improdutivo-fechar-fronteiras-pelo-coronavirus.htm
Estratégia da Mongólia para combater o coronavírus: https://thediplomat.com/2020/03/mongolias-small-country-strategy-for-containing-covid-19/?fbclid=IwAR1XBaMbwPmAHm0xWozA-5x5TA-L7ZRpOLfFlDuh7OefcdDXIeC0CdY9uQ8
Response to COVID-19 in Taiwan. Big Data Analytics, New Technology, and Proactive Testing: https://booksc.xyz/book/81200281/0e3083
Interrupting transmission of COVID-19: lessons from containment efforts in Singapore: https://academic.oup.com/jtm/article/doi/10.1093/jtm/taaa039/5804843

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Curso de PI com Romulo Neves -Grupo Ubique (2020)

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Detalhes sobre o Curso Preparatório de Política Internacional para o CACD 2020, que começa no próximo sábado, dia 23/05.
O curso foi elaborado para que você estude de maneira inteligente para o CACD e esteja habilitado a discorrer com segurança sobre os principais temas da agenda internacional, sem perder tempo selecionando temas e selecionando material relevante. Nós organizamos o conteúdo de maneira coerente e sintética para você.
Um dos objetivos do curso é o de ajudá-lo a superar aquela sensação de estar deixando algo para trás ou de se sentir afogado por tanta informação.
As aulas cobrirão os 30 principais temas da agenda internacional. Uma aula semanal, com dois temas, com duração de 2h a 2h30, para cobrir toda a agenda internacional contemporânea.
Por favor, leia atentamente as informações abaixo, sobre os detalhes do curso. Se não encontrar alguma informação relevante, não hesite em entrar em contato novamente pelo e-mail [email protected]
A matrícula estará disponível a partir de quarta-feira, dia 20/05, e poderá ser paga por meio de cartão de crédito ou Pay Pal na página do Grupo Ubique.
Como está organizado o curso? Quem é o professor? Qual é a frequência das aulas? Com funcionam as aulas? Com funciona o acesso às aulas? Quando começa o curso? Posso assistir à aula várias vezes? Por que é um curso específico de Política Internacional? Por que as aulas sobre cada tema têm apenas 1h-1h15 de duração? Como devo assistir às aulas? Além das aulas, haverá alguma outra interação com o professor? As aulas tratarão dos temas em relação ao Brasil? Posso interromper o curso? Qual a duração do curso? Quanto custa o curso? Tem desconto de lançamento? Que recursos complementares terei acesso como aluno do curso de Política Internacional? Haverá biliografia complementar? Quais são os temas das aulas do curso?
Como está organizado o curso? São 16 aulas, uma por semana, cobrindo os 30 assuntos mais importantes da agenda internacional. As aulas sintetizam e estruturam os principais elementos de cada assunto, habilitando o aluno a responder questões de múltipla escolha, mas também, e principalmente, a discorrer com segurança em questões discursivas sobre os assuntos abordados. Além dos 30 principais temas da agenda internacional, haverá uma aula sobre o método de preparação e uma aula bônus, sobre as alterações nos fluxos do comércio global nos últimos 10 anos.
Quem é o professor? O professor Rômulo Neves é diplomata de carreira, há 15 anos, tendo servido na Venezuela, Suriname, Etiópia e, atualmente, no Paquistão. Fui ainda Chefe da Divisão da Sociedade da Informação e da Divisão de Oceania. Tem 14 anos de experiência docente, tendo lecionado nos curso de Sociologia na UnB; de Relações Internacionais no IESB, UDF e UniCeub e de Direito na Uniplac. É formado em Ciências Sociais, pela USP, com especialização em Economia e Relações Internacionais e mestrado em Sociologia, pela mesma universidade. É mestre em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco, tendo ganhado o Prêmio Araújo Castro pela dissertação de Mestrado. Foi aluno do curso de doutorado em Sociologia, da UnB, tendo trancado em função de transferência ao exterior. Foi jornalista, cobrindo Economia, nos jornais Gazeta Mercantil e Folha de São Paulo.
Qual é a frequência das aulas? Uma aula semanal, cobrindo dois temas da agenda internacional.
Com funcionam as aulas? As aulas com duração de 2h a 2h30 estão estruturadas para dar ao aluno um completo panorama de cada tema, habilitando-o a compreender os principais elementos dos assuntos tratados e montar sua própria linha de raciocínio. Por essa abordagem, detalhes e informações complementares, que também aparecerão nas aulas, podem ser usados como ilustração dos pontos, mas não são o foco da preparação. Não se trata de um compêndio de detalhes, mas de compreender as chaves de compreensão dos temas. Cada aula apresenta os fatos relevantes para cada tema da agenda, os interesses subjacentes, as disputas em andamento e a estrutura dos principais problemas em cada um dos temas. As aulas foram estruturadas para que não seja necessário recorrer a material externo para que o estudante domine a estrutura do tema e possa elaborar um texto próprio sobre cada um dos temas tratados. As provas subjetivas do CACD não são testes de memória, mas uma avaliação sobre a sua capacidade de compreensão dos principais temas da agenda internacional e sua habilidade em elaborar um texto estruturado sobre esses temas. As aulas trabalham essa capacidade. Ao final de cada aula, é apresentada uma lista com os principais pontos tratados, para auxiliar o processo de fixação da estrutura. Os alunos poderão enviar questões por e-mail, logo depois da aula. As respostas às questões estruturais mais importantes e relevantes serão enviadas a toda a turma ao longo da semana seguinte. Espera-se que, se o candidato tem uma curiosidade pessoal específica sobre alguma questão pontual ou detalhes complementares, ele possa buscar a informação por meio de pesuisa própria. Recorda-se, porém, que o concurso cobre uma quantidade muito abrangente de disciplinas, e todo o tempo disponível deveria ser dedicado à preparação eficiente em todas elas. No caso da disciplina de Política Internacional Contemporânea, com pouquíssimas exceções, detalhes complementares não são relevantes para a preparação para as provas do CACD.
Com funciona o acesso às aulas? Depois de efetivada a matrícula, o aluno receberá uma senha para acessar a área do aluno na página do Grupo Ubique (www.grupoubique.com.br), onde suas aulas poderão ser acessadas.
Quando começa o curso? O curso começa no sábado, dia 23/05. A aula do sábado será ao vivo, mas quem não puder assistir a aula no sábado, poderá assistir a reprise que estará acessível da manhã da quarta-feira seguinte até a noite de sexta-feira, para acesso no horário mais conveniente do aluno. Quem adquirir o curso posteriormente, vai iniciar o curso a partir do momento da aquisição, com a disponibilização de uma aula por semana, na ordem dos outros alunos.
Posso assistir à aula várias vezes? Os alunos terão acesso uma vez à aula da semana em horário à sua escolha no período de quarta à sexta, posterior à aula ao vivo no sábado. Os alunos que assistirem à aula ao vivo, terão acesso mais uma vez no período citado. Os alunos que optarem por assistirem no período de quarta à sexta, terão acesso apenas uma vez à aula. Durante o acesso, é possível pausar e voltar a apresentação quantas vezes quiser, mas uma vez desconectado, não haverá a possibilidade de novo acesso. Esse formato foi definido em razão de 3 fatores: i) o curso foi desenvolvido para você economizar tempo e estudar de maneira eficiente. Não é esperado que você decore o conteúdo, mas que consiga, a partir de suas anotações desenvolver sua própria narrativa sobre o ponto, incluir o conhecimento em seu repertório, num formato que faça sentido para você; ii) não é desejável que o aluno fique assitindo várias vezes o mesmo conteúdo, levando em consideração a quantidade de material a ser estudado para o concurso e; iii) infelizmente, o compartilhamento e a pirataria de material didático é uma constante no ambiente dos concursos. Mesmo matendo o preço o mais acessível possível, o risco de compartilhamento indevido de material é muito alto, mesmo que a prática seja desonesta e pouco inteligente, já que aumenta artificialmente a vantagem dos concorrentes (o termo de uso assinado no momento da matrícula citará o impedimento de reprodução). Assim, como uma aula presencial, o aluno terá acesso uma vez ao conteúdo, com exceção daqueles que assistirem à aula ao vivo no sábado. Mas todos os alunos que participarem do curso vão ter acesso uma vez mais a todas as aulas do curso, ao final das aulas. Assim, uma última revisão de algum tema específico será possível para todos os alunos.
Por que é um curso específico de Política Internacional? Porque se trata da disciplina mais trabalhosa para o candidato selecionar o material relevante e organizar seus estudos. Muitas vezes os estudantes perdem mais tempo garimpando material do que propriamente estudando. Como a disciplina é formada por pontos nos quais os 2 ou 3 anos anteriores podem ser cruciais, não há biliografia atualizada para cobrir todos os pontos essenciais de cada tema. Assim, o acompanhamento do material publicado na imprensa é essencial. E seguirá sendo. O curso, entretanto, vai habilitar o candidato a identificar rapidamente o que é relevante no material publicado na imprensa em cada tema, bem como agregar eventuais novas informações a uma análise estruturada, que estará habilitado a realizar a partir do curso. Em suma, o estudante não apenas estará preparado para discorrer sobre os temas estudados em qualquer circunstância, como também a economizar tempo, identificando o que é e o que não é relevante no material publicado na imprensa em cada tema. O curso é indicado para todos os estudantes que queiram economizar tempo para cobrir a bibliografia das outras disciplinas cobradas no concurso. Para as outras disciplinas, a bibliografia contida nos editais cobre bem o conteúdo.
Por que as aulas sobre cada tema têm apenas 1h a 1h15 de duração? As provas discursivas nos concursos públicos não são compostas de perguntas que avaliam apenas o conteúdo da disciplina, mas a capacidade de articulação e expressão dos candidatos. Assim, tão ou mais importante do que conhecer todos os detalhes de determinado assunto, é crucial identificar quais são os principais pontos de inflexão e como é possível interligar os diferentes assuntos da agenda internacional. Aulas expositivas de 3h ou 4h geralmente se perdem em detalhes que podem parecer centrais, mas são apenas acessórios e prejudicam a preparação do candidato, roubando foco e tempo. O objetivo é habilitar o candidato a articular os temas, discorrer sobre os principais aspectos que conformam aquela agenda e não a escrever um compêndio de detalhes. Lembre-se, você fará provas de outras disciplinas cuja natureza - de conteúdo estruturado em livros texto - é mais própria ao tratamento do detalhe do detalhe do que a prova de Política Internacional. É improvável que as questões de uma prova discursiva de Política Internacional se limitem a detalhes de aspectos secundários. O foco deve ser a compreensão da agenda, dos principais interesses em jogo e dos pontos de transição e inflexão. Fatos pitorescos podem ser um adendo interessante, mas dificilmente serão o cerne de uma resposta bem avaliada nessas provas. Assim, o foco do curso é na compreensão da estrutura dos assuntos, onde os pontos de inflexão servem para o encadeamento da análise e não como curiosidades secundárias. Obviamente, informações complementares estarão presentes nas aulas, mas como ilustração da estrutura do tema e não como a estrutura em si. Quanto mais claro estiverem os conceitos centrais, mais o estudante pode compreender a função de informações complementares na estutura de sua resposta. As aulas são relativamente curtas exatamente para ajudá-lo a controlar e aproveitar melhor o seu tempo. Não se perca no planejamento.
Como devo assistir às aulas? As aulas estão estruturadas com a apresentação de um conjunto de eventos e informações que se interligam e se conectam para uma compreensão da agenda de maneira integral. Assim, espera-se que o estudante: i) separe o tempo para assistir à aula de maneira integral, evitando interrupções ou distrações durante a aula. ii) tome notas dos principais temas apresentados. A tomada de notas estrutura o tema a partir de sua percepção. As notas fixam em sua memória o encadeamento e o desenvolvimento dos fatos. Não se trata de reescrever a totalidade da aula, mas de anotar os principais conceitos e tópicos para fixação e recuperação futura. iii) posteriormente, releia suas anotações e escreva um texto de três laudas sobre a sua compreensão sobre o tema. Este texto é a base de sua compreensão daquele tema da agenda. É o conteúdo que fará parte permanentemente de seu repertório. Em qualquer questão da prova que trate daquela temática, esses elementos poderão ser usados, com pequenas variações de ênfase, para estruturar sua resposta.
Além das aulas, haverá alguma outra interação com o professor? As principais perguntas do conjunto de estudantes, de elementos estruturais dos temas tratados nas aulas, recebidas por e-mail, serão respondidas antes da próxima aula e serão disponibilizadas em área específica no site do Grupo Ubique. Além disso, o estudante terá direito a submeter um de seus textos a cada 4 semanas para correção e comentários da equipe do Ubique.
As aulas tratarão dos temas em relação ao Brasil? Nos temas em que for relevante, serão tratadas as posições internacionais do Brasil em relação ao tema. Na maioria dos temas, será apresentada de maneira sintética como aquele tema afeta o Brasil e seus interesses.
Posso interromper o curso? Caso tenha algum problema que o impeça de seguir o calendário de aulas, é necessário que informe por e-mail sobre a impossibilidade de seguir o calendário e solicite a suspensão da disponibilização das aulas. Para retomar a disponibilização, será preciso enviar um novo e-mail. O curso será retomado no ponto onde foi suspenso.
Qual a duração do curso? O curso terá duração de 16 semanas, a fim de habilitar os candidatos a participarem da 3.a fase do CACD 2020 tendo assistido a todas as aulas.
Quanto custa o curso? O curso custará R$ 1.200,00, com duração total de 4 meses, ou seja R$ 300 por mês. O pagamento poderá ser feito por meio de cartão de crédito ou Pay Pal.
Tem desconto de lançamento? Sim. Para os alunos que contratarem o curso até 22/05, há um desconto de 10%, o que resultado no custo total de R$ 1.080,00, ou seja R$ 270,00 por mês
Que recursos complementares terei acesso como aluno do curso de Política Internacional? Alunos do curso de Política Internacional terão direito a i) uma correção por mês de um texto de um tema, à escolha do candidato; ii) desconto de 40% na primeira compra dos serviços de correção do Ubique de textos e redações; iii) uma aula de mentoria para preparação do concurso, com o Prof. Marcílio Falcão, do Ubique; iv) 30% de desconto na correção do simulado de prova de PI a sere realizado pelo Ubique, no final do curso. Os candidatos inscritos no curso também receberão 2 aulas bônus: uma no início do curso, com dicas sobre como estudar Política Internacional, e outra no final do curso sobre Alterações no Fluxo Global de Comércio nos últimos 10 anos.
Haverá bibliografia complementar? O objetivo do curso é economizar o tempo do candidato. O curso parte da avaliação que a bibliografia existente não dá conta dos temas a serem estudados, pois precisariam obrigatoriamente ser complementada com muito material estruturado da imprensa, então não faz sentido indicar bibliografia que, por ser incompleta, não resolve o problema do candidato e, ainda toma tempo de preparação para outras disciplinas cujo material sim está organizado numa bibliografia de referência. Cada candidato poderá, caso seja de seu interesse, se aprofundar em determinado tema, mas o objetivo do curso é preparar os alunos para estruturar as grandes linhas dos principais temas da agenda internacional e não discorrer sobre os detalhes complementares de cada um desses temas. Em suma, o curso não seguirá nenhuma bibliografia de referência, porque já é a síntese de extensa bibliografia, complementada pela estruturação do material publicado na imprensa internacional, cuja leitura integral neste momento não é produtiva para a preparação do aluno.
Quais são os temas das aulas do curso? A lista com os 30 principais temas da agenda internacional, que serão tratados nas aulas, será enviada para os alunos no momento de sua matrícula. A lista é extensiva e almeja cobrir todos os principais pontos da agenda internacional. A própria lista é um plano de estudos detalhado, que ajudará o candidato a se sentir seguro e preparado para a prova de Política Internacional Contemporânea.
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Grupo Ubique - curso de PI com diplomata Romulo Neves_ CACD2020

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Detalhes sobre o Curso Preparatório de Política Internacional para o CACD 2020, que começa no próximo sábado, dia 23/05.
O curso foi elaborado para que você estude de maneira inteligente para o CACD e esteja habilitado a discorrer com segurança sobre os principais temas da agenda internacional, sem perder tempo selecionando temas e selecionando material relevante. Nós organizamos o conteúdo de maneira coerente e sintética para você.
Um dos objetivos do curso é o de ajudá-lo a superar aquela sensação de estar deixando algo para trás ou de se sentir afogado por tanta informação.
As aulas cobrirão os 30 principais temas da agenda internacional. Uma aula semanal, com dois temas, com duração de 2h a 2h30, para cobrir toda a agenda internacional contemporânea.
Por favor, leia atentamente as informações abaixo, sobre os detalhes do curso. Se não encontrar alguma informação relevante, não hesite em entrar em contato novamente pelo e-mail [email protected]
A matrícula estará disponível a partir de quarta-feira, dia 20/05, e poderá ser paga por meio de cartão de crédito ou Pay Pal na página do Grupo Ubique.
Como está organizado o curso? Quem é o professor? Qual é a frequência das aulas? Com funcionam as aulas? Com funciona o acesso às aulas? Quando começa o curso? Posso assistir à aula várias vezes? Por que é um curso específico de Política Internacional? Por que as aulas sobre cada tema têm apenas 1h-1h15 de duração? Como devo assistir às aulas? Além das aulas, haverá alguma outra interação com o professor? As aulas tratarão dos temas em relação ao Brasil? Posso interromper o curso? Qual a duração do curso? Quanto custa o curso? Tem desconto de lançamento? Que recursos complementares terei acesso como aluno do curso de Política Internacional? Haverá biliografia complementar? Quais são os temas das aulas do curso?
Como está organizado o curso? São 16 aulas, uma por semana, cobrindo os 30 assuntos mais importantes da agenda internacional. As aulas sintetizam e estruturam os principais elementos de cada assunto, habilitando o aluno a responder questões de múltipla escolha, mas também, e principalmente, a discorrer com segurança em questões discursivas sobre os assuntos abordados. Além dos 30 principais temas da agenda internacional, haverá uma aula sobre o método de preparação e uma aula bônus, sobre as alterações nos fluxos do comércio global nos últimos 10 anos.
Quem é o professor? O professor Rômulo Neves é diplomata de carreira, há 15 anos, tendo servido na Venezuela, Suriname, Etiópia e, atualmente, no Paquistão. Fui ainda Chefe da Divisão da Sociedade da Informação e da Divisão de Oceania. Tem 14 anos de experiência docente, tendo lecionado nos curso de Sociologia na UnB; de Relações Internacionais no IESB, UDF e UniCeub e de Direito na Uniplac. É formado em Ciências Sociais, pela USP, com especialização em Economia e Relações Internacionais e mestrado em Sociologia, pela mesma universidade. É mestre em Diplomacia pelo Instituto Rio Branco, tendo ganhado o Prêmio Araújo Castro pela dissertação de Mestrado. Foi aluno do curso de doutorado em Sociologia, da UnB, tendo trancado em função de transferência ao exterior. Foi jornalista, cobrindo Economia, nos jornais Gazeta Mercantil e Folha de São Paulo.
Qual é a frequência das aulas? Uma aula semanal, cobrindo dois temas da agenda internacional.
Com funcionam as aulas? As aulas com duração de 2h a 2h30 estão estruturadas para dar ao aluno um completo panorama de cada tema, habilitando-o a compreender os principais elementos dos assuntos tratados e montar sua própria linha de raciocínio. Por essa abordagem, detalhes e informações complementares, que também aparecerão nas aulas, podem ser usados como ilustração dos pontos, mas não são o foco da preparação. Não se trata de um compêndio de detalhes, mas de compreender as chaves de compreensão dos temas. Cada aula apresenta os fatos relevantes para cada tema da agenda, os interesses subjacentes, as disputas em andamento e a estrutura dos principais problemas em cada um dos temas. As aulas foram estruturadas para que não seja necessário recorrer a material externo para que o estudante domine a estrutura do tema e possa elaborar um texto próprio sobre cada um dos temas tratados. As provas subjetivas do CACD não são testes de memória, mas uma avaliação sobre a sua capacidade de compreensão dos principais temas da agenda internacional e sua habilidade em elaborar um texto estruturado sobre esses temas. As aulas trabalham essa capacidade. Ao final de cada aula, é apresentada uma lista com os principais pontos tratados, para auxiliar o processo de fixação da estrutura. Os alunos poderão enviar questões por e-mail, logo depois da aula. As respostas às questões estruturais mais importantes e relevantes serão enviadas a toda a turma ao longo da semana seguinte. Espera-se que, se o candidato tem uma curiosidade pessoal específica sobre alguma questão pontual ou detalhes complementares, ele possa buscar a informação por meio de pesuisa própria. Recorda-se, porém, que o concurso cobre uma quantidade muito abrangente de disciplinas, e todo o tempo disponível deveria ser dedicado à preparação eficiente em todas elas. No caso da disciplina de Política Internacional Contemporânea, com pouquíssimas exceções, detalhes complementares não são relevantes para a preparação para as provas do CACD.
Com funciona o acesso às aulas? Depois de efetivada a matrícula, o aluno receberá uma senha para acessar a área do aluno na página do Grupo Ubique (www.grupoubique.com.br), onde suas aulas poderão ser acessadas.
Quando começa o curso? O curso começa no sábado, dia 23/05. A aula do sábado será ao vivo, mas quem não puder assistir a aula no sábado, poderá assistir a reprise que estará acessível da manhã da quarta-feira seguinte até a noite de sexta-feira, para acesso no horário mais conveniente do aluno. Quem adquirir o curso posteriormente, vai iniciar o curso a partir do momento da aquisição, com a disponibilização de uma aula por semana, na ordem dos outros alunos.
Posso assistir à aula várias vezes? Os alunos terão acesso uma vez à aula da semana em horário à sua escolha no período de quarta à sexta, posterior à aula ao vivo no sábado. Os alunos que assistirem à aula ao vivo, terão acesso mais uma vez no período citado. Os alunos que optarem por assistirem no período de quarta à sexta, terão acesso apenas uma vez à aula. Durante o acesso, é possível pausar e voltar a apresentação quantas vezes quiser, mas uma vez desconectado, não haverá a possibilidade de novo acesso. Esse formato foi definido em razão de 3 fatores: i) o curso foi desenvolvido para você economizar tempo e estudar de maneira eficiente. Não é esperado que você decore o conteúdo, mas que consiga, a partir de suas anotações desenvolver sua própria narrativa sobre o ponto, incluir o conhecimento em seu repertório, num formato que faça sentido para você; ii) não é desejável que o aluno fique assitindo várias vezes o mesmo conteúdo, levando em consideração a quantidade de material a ser estudado para o concurso e; iii) infelizmente, o compartilhamento e a pirataria de material didático é uma constante no ambiente dos concursos. Mesmo matendo o preço o mais acessível possível, o risco de compartilhamento indevido de material é muito alto, mesmo que a prática seja desonesta e pouco inteligente, já que aumenta artificialmente a vantagem dos concorrentes (o termo de uso assinado no momento da matrícula citará o impedimento de reprodução). Assim, como uma aula presencial, o aluno terá acesso uma vez ao conteúdo, com exceção daqueles que assistirem à aula ao vivo no sábado. Mas todos os alunos que participarem do curso vão ter acesso uma vez mais a todas as aulas do curso, ao final das aulas. Assim, uma última revisão de algum tema específico será possível para todos os alunos.
Por que é um curso específico de Política Internacional? Porque se trata da disciplina mais trabalhosa para o candidato selecionar o material relevante e organizar seus estudos. Muitas vezes os estudantes perdem mais tempo garimpando material do que propriamente estudando. Como a disciplina é formada por pontos nos quais os 2 ou 3 anos anteriores podem ser cruciais, não há biliografia atualizada para cobrir todos os pontos essenciais de cada tema. Assim, o acompanhamento do material publicado na imprensa é essencial. E seguirá sendo. O curso, entretanto, vai habilitar o candidato a identificar rapidamente o que é relevante no material publicado na imprensa em cada tema, bem como agregar eventuais novas informações a uma análise estruturada, que estará habilitado a realizar a partir do curso. Em suma, o estudante não apenas estará preparado para discorrer sobre os temas estudados em qualquer circunstância, como também a economizar tempo, identificando o que é e o que não é relevante no material publicado na imprensa em cada tema. O curso é indicado para todos os estudantes que queiram economizar tempo para cobrir a bibliografia das outras disciplinas cobradas no concurso. Para as outras disciplinas, a bibliografia contida nos editais cobre bem o conteúdo.
Por que as aulas sobre cada tema têm apenas 1h a 1h15 de duração? As provas discursivas nos concursos públicos não são compostas de perguntas que avaliam apenas o conteúdo da disciplina, mas a capacidade de articulação e expressão dos candidatos. Assim, tão ou mais importante do que conhecer todos os detalhes de determinado assunto, é crucial identificar quais são os principais pontos de inflexão e como é possível interligar os diferentes assuntos da agenda internacional. Aulas expositivas de 3h ou 4h geralmente se perdem em detalhes que podem parecer centrais, mas são apenas acessórios e prejudicam a preparação do candidato, roubando foco e tempo. O objetivo é habilitar o candidato a articular os temas, discorrer sobre os principais aspectos que conformam aquela agenda e não a escrever um compêndio de detalhes. Lembre-se, você fará provas de outras disciplinas cuja natureza - de conteúdo estruturado em livros texto - é mais própria ao tratamento do detalhe do detalhe do que a prova de Política Internacional. É improvável que as questões de uma prova discursiva de Política Internacional se limitem a detalhes de aspectos secundários. O foco deve ser a compreensão da agenda, dos principais interesses em jogo e dos pontos de transição e inflexão. Fatos pitorescos podem ser um adendo interessante, mas dificilmente serão o cerne de uma resposta bem avaliada nessas provas. Assim, o foco do curso é na compreensão da estrutura dos assuntos, onde os pontos de inflexão servem para o encadeamento da análise e não como curiosidades secundárias. Obviamente, informações complementares estarão presentes nas aulas, mas como ilustração da estrutura do tema e não como a estrutura em si. Quanto mais claro estiverem os conceitos centrais, mais o estudante pode compreender a função de informações complementares na estutura de sua resposta. As aulas são relativamente curtas exatamente para ajudá-lo a controlar e aproveitar melhor o seu tempo. Não se perca no planejamento.
Como devo assistir às aulas? As aulas estão estruturadas com a apresentação de um conjunto de eventos e informações que se interligam e se conectam para uma compreensão da agenda de maneira integral. Assim, espera-se que o estudante: i) separe o tempo para assistir à aula de maneira integral, evitando interrupções ou distrações durante a aula. ii) tome notas dos principais temas apresentados. A tomada de notas estrutura o tema a partir de sua percepção. As notas fixam em sua memória o encadeamento e o desenvolvimento dos fatos. Não se trata de reescrever a totalidade da aula, mas de anotar os principais conceitos e tópicos para fixação e recuperação futura. iii) posteriormente, releia suas anotações e escreva um texto de três laudas sobre a sua compreensão sobre o tema. Este texto é a base de sua compreensão daquele tema da agenda. É o conteúdo que fará parte permanentemente de seu repertório. Em qualquer questão da prova que trate daquela temática, esses elementos poderão ser usados, com pequenas variações de ênfase, para estruturar sua resposta.
Além das aulas, haverá alguma outra interação com o professor? As principais perguntas do conjunto de estudantes, de elementos estruturais dos temas tratados nas aulas, recebidas por e-mail, serão respondidas antes da próxima aula e serão disponibilizadas em área específica no site do Grupo Ubique. Além disso, o estudante terá direito a submeter um de seus textos a cada 4 semanas para correção e comentários da equipe do Ubique.
As aulas tratarão dos temas em relação ao Brasil? Nos temas em que for relevante, serão tratadas as posições internacionais do Brasil em relação ao tema. Na maioria dos temas, será apresentada de maneira sintética como aquele tema afeta o Brasil e seus interesses.
Posso interromper o curso? Caso tenha algum problema que o impeça de seguir o calendário de aulas, é necessário que informe por e-mail sobre a impossibilidade de seguir o calendário e solicite a suspensão da disponibilização das aulas. Para retomar a disponibilização, será preciso enviar um novo e-mail. O curso será retomado no ponto onde foi suspenso.
Qual a duração do curso? O curso terá duração de 16 semanas, a fim de habilitar os candidatos a participarem da 3.a fase do CACD 2020 tendo assistido a todas as aulas.
Quanto custa o curso? O curso custará R$ 1.200,00, com duração total de 4 meses, ou seja R$ 300 por mês. O pagamento poderá ser feito por meio de cartão de crédito ou Pay Pal.
Tem desconto de lançamento? Sim. Para os alunos que contratarem o curso até 22/05, há um desconto de 10%, o que resultado no custo total de R$ 1.080,00, ou seja R$ 270,00 por mês
Que recursos complementares terei acesso como aluno do curso de Política Internacional? Alunos do curso de Política Internacional terão direito a i) uma correção por mês de um texto de um tema, à escolha do candidato; ii) desconto de 40% na primeira compra dos serviços de correção do Ubique de textos e redações; iii) uma aula de mentoria para preparação do concurso, com o Prof. Marcílio Falcão, do Ubique; iv) 30% de desconto na correção do simulado de prova de PI a sere realizado pelo Ubique, no final do curso. Os candidatos inscritos no curso também receberão 2 aulas bônus: uma no início do curso, com dicas sobre como estudar Política Internacional, e outra no final do curso sobre Alterações no Fluxo Global de Comércio nos últimos 10 anos.
Haverá bibliografia complementar? O objetivo do curso é economizar o tempo do candidato. O curso parte da avaliação que a bibliografia existente não dá conta dos temas a serem estudados, pois precisariam obrigatoriamente ser complementada com muito material estruturado da imprensa, então não faz sentido indicar bibliografia que, por ser incompleta, não resolve o problema do candidato e, ainda toma tempo de preparação para outras disciplinas cujo material sim está organizado numa bibliografia de referência. Cada candidato poderá, caso seja de seu interesse, se aprofundar em determinado tema, mas o objetivo do curso é preparar os alunos para estruturar as grandes linhas dos principais temas da agenda internacional e não discorrer sobre os detalhes complementares de cada um desses temas. Em suma, o curso não seguirá nenhuma bibliografia de referência, porque já é a síntese de extensa bibliografia, complementada pela estruturação do material publicado na imprensa internacional, cuja leitura integral neste momento não é produtiva para a preparação do aluno.
Quais são os temas das aulas do curso? A lista com os 30 principais temas da agenda internacional, que serão tratados nas aulas, será enviada para os alunos no momento de sua matrícula. A lista é extensiva e almeja cobrir todos os principais pontos da agenda internacional. A própria lista é um plano de estudos detalhado, que ajudará o candidato a se sentir seguro e preparado para a prova de Política Internacional Contemporânea
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Como o mundo cuidará da pandemia de coronavírus A pandemia mudará o mundo para sempre: Pedimos a 12 principais pensadores globais suas previsões. | Foreign Policy

*Esse post é o artigo completo da revista Foreign Policy, que serviu de inspiração essa análise em vídeo do Meteoro Brasil, "O Mundo Depois da Crise". (que serve como TL;DR)
Como a queda do Muro de Berlim ou o colapso do Lehman Brothers, a pandemia de coronavírus é um evento de abalar o mundo cujas conseqüências de longo alcance só podemos começar a imaginar hoje.
Isso é certo: assim como esta doença destruiu vidas, perturbou mercados e expôs a competência (ou a falta dela) dos governos, ela levará a mudanças permanentes no poder político e econômico de maneiras que se tornarão aparentes apenas mais tarde.
Para nos ajudar a entender o terreno mudando sob nossos pés à medida que a crise se desenrola, a Política Externa pediu a 12 principais pensadores de todo o mundo que avaliassem suas previsões para a ordem global após a pandemia.
Um mundo menos aberto, próspero e livre
de Stephen M. Walt
A pandemia fortalecerá o estado e reforçará o nacionalismo. Governos de todos os tipos adotarão medidas emergenciais para administrar a crise, e muitos relutarão em renunciar a esses novos poderes quando a crise terminar.
O COVID-19 também acelerará a mudança de poder e influência do Ocidente para o Oriente. A Coréia do Sul e Cingapura responderam melhor e a China reagiu bem após seus erros iniciais. A resposta na Europa e na América tem sido lenta e aleatória em comparação, manchando ainda mais a aura da "marca" ocidental.
O que não vai mudar é a natureza fundamentalmente conflituosa da política mundial. Pragas anteriores não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Pragas anteriores - incluindo a epidemia de gripe de 1918-1919 - não acabaram com a rivalidade das grandes potências nem deram início a uma nova era de cooperação global. Nem COVID-19. Veremos um recuo adicional da hiperglobalização, à medida que os cidadãos buscam os governos nacionais para protegê-los e enquanto estados e empresas buscam reduzir futuras vulnerabilidades.
Em resumo, o COVID-19 criará um mundo menos aberto, menos próspero e menos livre. Não precisava ser assim, mas a combinação de um vírus mortal, planejamento inadequado e liderança incompetente colocou a humanidade em um caminho novo e preocupante.
O fim da globalização como a conhecemos
por Robin Niblett
A pandemia de coronavírus pode ser a palha que quebra as costas do camelo na globalização econômica.
O crescente poder econômico e militar da China já havia provocado uma determinação bipartidária nos Estados Unidos de separar a China da alta tecnologia e propriedade intelectual de origem americana e tentar forçar os aliados a seguir o exemplo. O aumento da pressão pública e política para cumprir as metas de redução de emissões de carbono já havia questionado a dependência de muitas empresas de cadeias de suprimentos de longa distância. Agora, o COVID-19 está forçando governos, empresas e sociedades a fortalecer sua capacidade de lidar com longos períodos de auto-isolamento econômico.
Parece altamente improvável, neste contexto, que o mundo retorne à idéia de globalização mutuamente benéfica que definiu o início do século XXI. E sem o incentivo para proteger os ganhos compartilhados da integração econômica global, a arquitetura da governança econômica global estabelecida no século 20 se atrofiará rapidamente. Será necessária uma enorme autodisciplina para os líderes políticos sustentarem a cooperação internacional e não recuarem para uma competição geopolítica aberta.
Provar aos cidadãos que eles podem administrar a crise do COVID-19 comprará aos líderes algum capital político. Mas aqueles que falham terão dificuldade em resistir à tentação de culpar os outros por seu fracasso.
Uma globalização mais centrada na China
por Kishore Mahbubani
A pandemia do COVID-19 não alterará fundamentalmente as direções econômicas globais. Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Isso apenas acelerará uma mudança que já havia começado: uma mudança da globalização centrada nos EUA para uma globalização mais centrada na China.
Por que essa tendência continuará? A população americana perdeu a fé na globalização e no comércio internacional. Os acordos de livre comércio são tóxicos, com ou sem o presidente dos EUA, Donald Trump. Por outro lado, a China não perdeu a fé. Por que não? Existem razões históricas mais profundas. Os líderes chineses agora sabem bem que o século de humilhação da China de 1842 a 1949 foi resultado de sua própria complacência e de um esforço fútil de seus líderes para separá-lo do mundo. Por outro lado, as últimas décadas de ressurgimento econômico foram resultado do engajamento global. O povo chinês também experimentou uma explosão de confiança cultural. Eles acreditam que podem competir em qualquer lugar.
Consequentemente, ao documentar em meu novo livro, Has Won China ?, os Estados Unidos têm duas opções. Se seu objetivo principal é manter a primazia global, ele terá que se envolver em uma disputa geopolítica de soma zero, política e economicamente, com a China. No entanto, se o objetivo dos Estados Unidos é melhorar o bem-estar do povo americano - cuja condição social se deteriorou -, ele deve cooperar com a China. Um conselho mais sábio sugeriria que a cooperação seria a melhor escolha. No entanto, dado o ambiente político tóxico dos EUA em relação à China, conselhos mais sábios podem não prevalecer.
Democracias sairão da sua concha
por G. John Ikenberry
No curto prazo, a crise dará combustível a todos os campos do grande debate sobre estratégia ocidental. Os nacionalistas e anti-globalistas, os falcões da China e até os internacionalistas liberais verão novos indícios da urgência de seus pontos de vista. Dado o dano econômico e o colapso social que está se desenrolando, é difícil ver algo além de um reforço do movimento em direção ao nacionalismo, rivalidade entre grandes potências, dissociação estratégica e coisas do gênero.
Assim como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta. Mas, como nas décadas de 30 e 40, também pode haver uma contracorrente de evolução mais lenta, uma espécie de internacionalismo obstinado semelhante ao que Franklin D. Roosevelt e alguns outros estadistas começaram a se articular antes e durante a guerra. O colapso da economia mundial na década de 1930 mostrou como as sociedades modernas estavam conectadas e quão vulneráveis ​​eram ao que FDR chamava de contágio. Os Estados Unidos foram menos ameaçados por outras grandes potências do que pelas forças profundas - e pelo caráter do Dr. Jekyll e Hyde - da modernidade. O que FDR e outros internacionalistas conjuraram foi uma ordem do pós-guerra que reconstruiria um sistema aberto com novas formas de proteção e capacidades para gerenciar a interdependência. Os Estados Unidos não podiam simplesmente se esconder dentro de suas fronteiras, mas para operar em uma ordem aberta do pós-guerra exigia a construção de uma infraestrutura global de cooperação multilateral.
Assim, os Estados Unidos e outras democracias ocidentais podem viajar por essa mesma sequência de reações impulsionadas por um sentimento em cascata de vulnerabilidade; a resposta pode ser mais nacionalista a princípio, mas, a longo prazo, as democracias sairão de suas conchas para encontrar um novo tipo de internacionalismo pragmático e protetor.
Lucros mais baixos, mas mais estabilidade
de Shannon K. O’Neil
O COVID-19 está minando os princípios básicos da fabricação global. As empresas agora repensam e encolhem as cadeias de suprimentos multipasso e multinacionais que dominam a produção atualmente.
As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo atacadas econômica e politicamente. As cadeias de suprimentos globais já estavam sendo afetadas - economicamente, devido ao aumento dos custos trabalhistas chineses, à guerra comercial do presidente dos EUA, Donald Trump, e aos avanços em robótica, automação e impressão 3D, e também politicamente, devido a perdas reais e percebidas de empregos, especialmente em economias maduras. O COVID-19 agora quebrou muitos desses vínculos: o fechamento de fábricas em áreas afetadas deixou outros fabricantes - assim como hospitais, farmácias, supermercados e lojas de varejo - desprovidos de estoques e produtos.
Do outro lado da pandemia, mais empresas exigirão saber mais sobre a origem de seus suprimentos e trocarão a eficiência por redundância. Os governos também intervirão, forçando o que consideram indústrias estratégicas a ter planos e reservas de backup doméstico. A lucratividade cairá, mas a estabilidade da oferta deverá aumentar.
Esta pandemia pode servir a um propósito útil
por Shivshankar Menon
Ainda é cedo, mas três coisas parecem aparentes. Primeiro, a pandemia de coronavírus mudará nossa política, tanto dentro dos estados quanto entre eles. É ao poder do governo que as sociedades - mesmo os libertários - se voltam. O relativo sucesso do governo em superar a pandemia e seus efeitos econômicos exacerbará ou diminuirá os problemas de segurança e a recente polarização nas sociedades. De qualquer maneira, o governo está de volta. A experiência até agora mostra que os autoritários ou populistas não são melhores em lidar com a pandemia. De fato, os países que responderam cedo e com sucesso, como Coréia e Taiwan, foram democracias - não aqueles dirigidos por líderes populistas ou autoritários.
Este ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência.
Em segundo lugar, ainda não é o fim de um mundo interconectado. A própria pandemia é prova de nossa interdependência. Mas em todas as políticas, já existe uma virada para dentro, uma busca por autonomia e controle do próprio destino. Estamos caminhando para um mundo mais pobre, mais cruel e menor.
Finalmente, há sinais de esperança e bom senso. A Índia tomou a iniciativa de convocar uma videoconferência de todos os líderes do sul da Ásia para criar uma resposta regional comum à ameaça. Se a pandemia nos levar a reconhecer nosso interesse real em cooperar multilateralmente nos grandes problemas globais que enfrentamos, ela terá servido a um propósito útil.
O poder americano precisará de uma nova estratégia
por Joseph S. Nye, Jr.
Em 2017, o presidente dos EUA, Donald Trump, anunciou uma nova estratégia de segurança nacional que se concentra na competição por grandes potências. O COVID-19 mostra que essa estratégia é inadequada. Mesmo se os Estados Unidos prevalecerem como uma grande potência, não poderão proteger sua segurança agindo sozinhos.
Como Richard Danzig resumiu o problema em 2018: “As tecnologias do século XXI são globais não apenas em sua distribuição, mas também em suas conseqüências. Patógenos, sistemas de IA, vírus de computador e radiação que outros podem acidentalmente liberar podem se tornar tanto o nosso problema quanto o deles. Sistemas de relatórios acordados, controles compartilhados, planos de contingência comuns, normas e tratados devem ser adotados como meio de moderar nossos numerosos riscos mútuos. ”
Sobre ameaças transnacionais como o COVID-19 e as mudanças climáticas, não basta pensar no poder americano sobre outras nações. A chave do sucesso também é aprender a importância do poder com os outros. Todo país coloca seu interesse nacional em primeiro lugar; a questão importante é quão amplo ou estreitamente esse interesse é definido. O COVID-19 mostra que estamos falhando em ajustar nossa estratégia para este novo mundo.
A história do COVID-19 será escrita pelos vencedores
por John Allen
Como sempre foi, a história será escrita pelos “vencedores” da crise do COVID-19. Toda nação, e cada vez mais todo indivíduo, está experimentando a tensão social desta doença de maneiras novas e poderosas. Inevitavelmente, os países que perseverarem - tanto em virtude de seus sistemas políticos e econômicos únicos, quanto na perspectiva da saúde pública - terão sucesso sobre aqueles que experimentam um resultado diferente e mais devastador. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia, o multilateralismo e o atendimento universal à saúde. Para outros, mostrará os "benefícios" claros de um governo autoritário decisivo. Para alguns, isso parecerá um grande e definitivo triunfo para a democracia. Para outros, mostrará os "benefícios" claros do regime autoritário.
De qualquer maneira, essa crise irá reorganizar a estrutura internacional de poder de maneiras que apenas podemos começar a imaginar. O COVID-19 continuará deprimindo a atividade econômica e aumentando a tensão entre os países. A longo prazo, a pandemia provavelmente reduzirá significativamente a capacidade produtiva da economia global, especialmente se as empresas fecharem e os indivíduos se separarem da força de trabalho. Esse risco de deslocamento é especialmente grande para os países em desenvolvimento e outros com uma grande parcela de trabalhadores economicamente vulneráveis. O sistema internacional, por sua vez, sofrerá grande pressão, resultando em instabilidade e conflito generalizado dentro e entre países.
Uma nova etapa dramática no capitalismo global
por Laurie Garrett
O choque fundamental para o sistema financeiro e econômico do mundo é o reconhecimento de que as cadeias de suprimentos e redes de distribuição globais são profundamente vulneráveis ​​a interrupções. A pandemia de coronavírus, portanto, não só terá efeitos econômicos duradouros, como também levará a uma mudança mais fundamental.
A globalização permitiu que as empresas cultivassem manufaturas em todo o mundo e entregassem seus produtos no mercado just-in-time, evitando os custos de armazenagem. Os estoques que ficavam nas prateleiras por mais de alguns dias eram considerados falhas de mercado. O suprimento precisava ser adquirido e enviado em um nível global cuidadosamente orquestrado. O COVID-19 provou que os patógenos podem não apenas infectar as pessoas, mas envenenar todo o sistema just-in-time.
Dada a escala de perdas do mercado financeiro que o mundo experimentou desde fevereiro, é provável que as empresas saiam dessa pandemia decididamente envergonhada pelo modelo just-in-time e pela produção globalmente dispersa. O resultado pode ser um novo estágio dramático no capitalismo global, no qual as cadeias de suprimentos são trazidas para mais perto de casa e preenchidas com redundâncias para proteger contra interrupções futuras. Isso pode reduzir os lucros de curto prazo das empresas, mas tornar todo o sistema mais resistente.
Estados mais falidos
por Richard N. Haass
Permanente não é uma palavra de que gosto, como pouco ou nada, mas acho que a crise do coronavírus levará, pelo menos por alguns anos, a maioria dos governos a se voltar para dentro, concentrando-se no que ocorre dentro de suas fronteiras e não sobre o que acontece além deles. Prevejo maiores movimentos em direção à auto-suficiência seletiva (e, como resultado, dissociação), dada a vulnerabilidade da cadeia de suprimentos; oposição ainda maior à imigração em larga escala; e uma disposição ou compromisso reduzidos para enfrentar problemas regionais ou globais (incluindo as mudanças climáticas), dada a necessidade percebida de dedicar recursos para reconstruir em casa e lidar com as conseqüências econômicas da crise. Muitos países terão dificuldade em se recuperar, com a fraqueza do Estado e Estados falidos se tornam ainda mais prevalentes.
Eu esperaria que muitos países tenham dificuldade em se recuperar da crise, com a fraqueza do estado e os estados falidos se tornando uma característica ainda mais prevalente no mundo. A crise provavelmente contribuirá para a contínua deterioração das relações sino-americanas e o enfraquecimento da integração européia. Do lado positivo, devemos ver um fortalecimento modesto da governança global da saúde pública. Mas, no geral, uma crise enraizada na globalização enfraquecerá ao invés de aumentar a vontade e a capacidade do mundo de lidar com ela.
Os Estados Unidos falharam no teste de liderança
por Kori Schake
Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional. Os Estados Unidos não serão mais vistos como um líder internacional devido ao estreito interesse próprio de seu governo e à incompetência confusa. Os efeitos globais dessa pandemia poderiam ter sido bastante atenuados se as organizações internacionais fornecessem mais e mais informações anteriores, o que daria aos governos tempo para preparar e direcionar recursos para onde eles são mais necessários. Isso é algo que os Estados Unidos poderiam ter organizado, mostrando que, embora seja de interesse próprio, não é apenas de interesse próprio. Washington falhou no teste de liderança e o mundo está em pior situação.
Em todos os países, vemos o poder do espírito humano
de Nicholas Burns
A pandemia do COVID-19 é a maior crise global deste século. Sua profundidade e escala são enormes. A crise da saúde pública ameaça cada uma das 7,8 bilhões de pessoas na Terra. A crise financeira e econômica poderia exceder em seu impacto a grande recessão de 2008-2009. Cada crise sozinha poderia causar um choque sísmico que muda permanentemente o sistema internacional e o equilíbrio de poder como o conhecemos. Isso dá esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
Até o momento, a colaboração internacional tem sido lamentavelmente insuficiente. Se os Estados Unidos e a China, os países mais poderosos do mundo, não puderem deixar de lado sua guerra de palavras sobre qual deles é responsável pela crise e liderar com mais eficácia, a credibilidade de ambos os países poderá diminuir significativamente. Se a União Europeia não puder fornecer assistência mais direcionada a seus 500 milhões de cidadãos, os governos nacionais poderão recuperar mais poder de Bruxelas no futuro. Nos Estados Unidos, o que está mais em jogo é a capacidade do governo federal de fornecer medidas eficazes para conter a crise.
Em todos os países, no entanto, existem muitos exemplos do poder do espírito humano - de médicos, enfermeiros, líderes políticos e cidadãos comuns demonstrando resiliência, eficácia e liderança. Isso fornece esperança de que homens e mulheres em todo o mundo possam prevalecer em resposta a esse desafio extraordinário.
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O que é Libertarianismo de Esquerda?

Por Kevin Carson
O libertarianismo de esquerda (ou left-libertarianism) tem sido bastante discutido dentro da comunidade libertária recentemente. O termo “libertário de esquerda” já foi utilizado de muitas maneiras dentro do discurso político e parece haver certa confusão dentro dos próprios grupos libertários a respeito de quem realmente são os libertários de esquerda.
As ideias básicas dos libertários de esquerda são mais amplas que as defendidas por nós, que fazemos parte da Alliance of the Libertarian Left (ALL) e do Centro por uma Sociedade Sem Estado (C4SS). Os anos 1990 foram um momento de crescimento das ideias libertárias orientadas à esquerda e do uso das ideias de livre mercado como armas contra os males do capitalismo corporativo. Vários pensadores desenvolveram, naquele momento, linhas de análise paralelas e independentes, passando a constituir uma grande e diversa tendência ideológica. Porém, quando consideramos o papel desproporcional que a ALL e o C4SS desempenharam no crescimento dessa tendência, devemos explicar o que queremos dizer quando falamos do libertarianismo de esquerda.
O uso mais amplo e antigo do termo “libertário de esquerda” (e, talvez, mais familiar àqueles do movimento anarquista como um todo) remonta ao século 19 e inclui praticamente toda a esquerda não-estatista, horizontalista ou descentralista — todos exceto os social-democratas e leninistas, basicamente. O termo originalmente era sinônimo a “socialista libertário” ou “anarquista” e incluía sindicalistas, comunistas de conselhos, seguidores de Rosa Luxemburgo e Daniel DeLeon, etc. Muitos dos que fazem parte do C4SS também se consideram parte desse grupo mais amplo de libertários de esquerda, embora nós tenhamos em mente uma posição mais específica ao usar esse rótulo.
Para o público geral, o rótulo “libertário de esquerda” é mais apropriado para descrever a escola de pensamento representada por Hillel Steiner e Peter Vallentyne, entre outros. A maior parte dos adeptos dessa filosofia defendem uma crença na auto-propriedade e no princípio da não-agressão e uma visão mais esquerdista a respeito dos limites que existem na apropriação de bens que fazem parte dos comuns e na aquisição de direitos pela simples mistura do trabalho. É um ponto de vista de forte interseção com o georgismo ou o geolibertarianismo. Embora essa versão das ideias libertárias de esquerda não seja a mesma que defendemos na ALL e no C4SS — e embora alguns de nossos membros provavelmente seriam contrários a alguns aspectos a ela —, é fácil imaginar que um partidário dessa filosofia se sentiria em casa entre nós.
Dentro da comunidade libertária anglosférica e entre aqueles que se descrevem como “liberais” no resto do mundo, o “libertarianismo de esquerda” pode ser associado com a aproximação de Murray Rothbard e Karl Hess aos anarquistas dentro do Students for a Democratic Society (SDS) por volta de 1970, que deu origem a movimentos rothbardianos de esquerda como o agorismo, de Samuel Edward Konkin III. Embora o rothbardismo de esquerda e o agorismo não sejam as posições oficiais da ALL ou do C4SS, é justo dizer que existe certa continuidade institucional com o Movement of the Libertarian Left de Konkin e, além disso, parte significativa de nossos membros vem da tradição rothbardiana e konkinista. Eu não fui desses movimentos. Somos uma coalizão de várias tendências que inclui rothbardianos de esquerda, anarquistas individualistas clássicos na linha do século 19, georgistas e muitas outras tradições.
Há também uma tendência entre os libertários americanos a nos confundir com os “Bleeding Heart Libertarians”, que, na verdade, é o nome de um blog em particular. Embora haja bons artigos publicados nele e apesar de terem veiculado alguns artigos nossos, nós não somos bleeding heart libertarians. Eles estão muito mais próximos do fusionismo “liberaltarian” (isto é, entre os social-democratas e os libertários americanos), com ideias que variam desde o “paternalismo libertário” de Cass Sunstein à defesa de sweatshops e dos assentamentos israelenses. Além disso, a maioria deles não são anarquistas e nós somos.
Assim, agora que consideramos aquilo que nós, da ALL e do C4SS, não somos e não queremos dizer quando falamos do “libertarianismo de esquerda”, o que realmente defendemos? Nós nos chamamos de libertários de esquerda, primeiramente, porque pretendemos recuperar as raízes de livre mercado do libertarianismo de livre mercado e, em segundo lugar, porque queremos mostrar a relevância e utilidade do pensamento de livre mercado para lidar com as preocupações da esquerda contemporânea.
O liberalismo clássico e o movimento socialista clássico do começo do século 19 tinham raízes comuns no Iluminismo. O liberalismo de Adam Smith, David Ricardo e outros economistas políticos clássicos era essencialmente um ataque esquerdista aos privilégios econômicos das oligarquias estabelecidas whig e ao mercantilismo dos detentores do dinheiro.
Com a derrota dos senhores de terras e dos mercantilistas whig no século 19 pelos industrialistas, que assumiram posições predominantes dentro do estado, o liberalismo clássico gradualmente tomou as feições de uma apologia aos interesses do capital industrial. Mesmo assim, as linhagens de esquerda — e até socialistas — do pensamento de livre mercado continuaram a sobreviver às margens do liberalismo.
Thomas Hodgskin, liberal clássico que escreveu dos anos 1820 até os anos 1860, também era um socialista que considerava rendas, lucros e juros como retornos monopolísticos sobre direitos de propriedade artificiais. Josiah Warren, Benjamin Tucker e outros individualistas americanos também defendiam um socialismo de livre mercado em que a competição sem restrições destruiria rendas, lucros e juros e garantiria que o “pagamento natural do trabalho” fosse seu produto. Muitos anarquistas individualistas associados com o jornal Liberty, de Benjamin Tucker, eram próximos a associações trabalhistas e socialistas radicais, como os Kinghts of Labor, a International Workingmen’s Association e a Western Federation of Miners.
Essa tendência dentro do libertarianismo também estava dentro da esquerda cultural, com laços fortes com movimentos pela abolição da escravidão e pela igualdade racial, pelo feminismo e pela liberdade sexual.
Com os conflitos de classe do final do século 19, a retórica de “livre mercado” e “livre empresa” dentro da política americana passou a ser associada cada vez mais à defesa militante do poder do capital corporativo contra os movimentos populistas trabalhistas e agrários radicais. Ao mesmo tempo, a divisão interna no movimento anarquista entre comunistas e individualistas deixou os individualistas suscetíveis à colonização pela direita. No século 20, o “libertarianismo de livre mercado” veio a ser associado a defesas direitistas do capitalismo por Ludwig von Mises e Ayn Rand. A tradição individualista sobrevivente foi perdendo o seu caráter esquerdista, pró-trabalhista e culturalmente socialista, adotando características da direita.
No entanto, sobreviveram algumas tradições da esquerda dentro do libertarianismo americano. Em particular, georgistas e semi-georgistas como Bolton Hall, Albert Jay Nock e Ralph Borsodi continuaram a atuar até meados do século 20.
Nós, na esquerda libertária, consideramos absolutamente perverso que as ideias libertárias de livre mercado, uma doutrina que se originou como ataque aos privilégios econômicos de latifundiários e grandes mercadores, tenha sido cooptado e transformado numa defesa do poder estabelecido da plutocracia. O uso do “livre mercado” como ideologia legitimizadora para o capitalismo corporativo e o crescimento dos propagandistas “libertários” é uma perversão tão grande dos princípios de livre mercado quanto os símbolos e a retórica dos regimes stalinistas foram uma perversão dos valores do movimento dos trabalhadores.
O sistema industrial capitalista que os libertários têm defendido desde o século 19 nunca se aproximou de um livre mercado. O capitalismo, enquanto sistema histórico que surgiu no começo da Idade Moderna, é, em vários aspectos, um desenvolvimento direto do feudalismo bastardo do final da Idade Média. Foi fundado na dissolução dos campos abertos, no cercamento dos comuns e em outras expropriações dos camponeses. Na Inglaterra, não só a população rural foi transformada em um proletariado destituído e empurrados para o trabalho assalariado, mas sua liberdade de associação e de ir e vir foram criminalizadas pelo estado policial durante as primeiras duas décadas do século 19.
A nível global, o capitalismo se tornou um sistema mundial através da ocupação colonial, da expropriação e da escravização de grande parte do Sul. Dezenas e centenas de milhões de camponeses foram expulsos de suas terras pelos poderes coloniais e levados ao mercado de trabalho assalariado. Suas propriedades prévias foram transformadas em plantações voltadas para o comércio, em uma reprise do que havia acontecido durante os cercamentos na Grã-Bretanha. Não só na época colonial, mas também nos períodos pós-coloniais, a terra e os recursos naturais do Terceiro Mundo foram cercados e saqueados pelos interesses empresariais do Ocidente. A concentração atual das terras no Terceiro Mundo nas mãos das elites latifundiárias e de petróleo e recursos minerais nas mãos de corporações ocidentais são legado direto de 400 anos de roubos coloniais e neocoloniais.
Nós, da esquerda libertária, como entendemos esse termo no C4SS, queremos retomar os princípios de livre mercado das mãos dos apologistas dos grandes negócios e da plutocracia e colocá-lo de volta a serviço de seu propósito original: um ataque radical aos interesses econômicos e às classes privilegiadas de nosso tempo. Se o liberalismo clássico de Smith e Ricardo era um ataque ao poder dos oligarcas whigs e dos interesses empresariais, nosso libertarianismo de esquerda é um ataque a seu correspondente contemporâneo: o capitalismo financeiro global e as corporações transnacionais. Nós repudiamos o papel do libertarianismo mainstream na defesa do capitalismo corporativo do século 20 e sua aliança com o conservadorismo.
Nós, da esquerda libertária, também queremos demonstrar a relevância dos princípios de livre mercado, da livre associação e da cooperação voluntária para lidar com as preocupações da esquerda atual: a injustiça econômica, a concentração e a polarização da riqueza, a exploração do trabalho, a poluição, o desperdício e a poluição, o poder corporativo e as formas estruturais de opressão, como o racismo, o sexismo, a homofobia e a transfobia.
Onde ocorreram roubos ou injustiças, nós nos colocamos radicalmente pela restituição total. Onde persiste o poder das elites neofeudais, nós tratamos suas terras como legítimas propriedades daqueles cujos antepassados as usaram e cultivaram. Os camponeses despejados de terras para dar lugar às colheitas da Cargill e da ADM devem ter suas terras restauradas. As haciendas na América Latina devem ser abertas para apropriação imediata dos camponeses sem terras. Os direitos de propriedade a terras vagas e não utilizadas nos Estados Unidos e em outras sociedades colonizadoras devem ser anulados. Em casos em que as terras originalmente tomadas por esses títulos ilegítimos são cultivadas atualmente por arrendatários ou locatários, o título de propriedade deve ser transferido para eles. Direitos de propriedade de corporações a minas, florestas e campos petrolíferos obtidos através de roubos coloniais devem ser declarados nulos.
Uma lista mínima de demandas do libertarianismo de esquerda deve incluir a abolição de todos os direitos de propriedade artificiais, de toda a escassez artificial, todos os monopólios, barreiras de entrada, cartéis regulatórios e subsídios através dos quais toda a lista de corporações que compõe a Fortune 500 adquire seus lucros. Deve incluir o fim a todos os títulos de proprietários ausentes a terras vagas, de todos os monopólios de “propriedade intelectual” e todas as restrições à livre competição na emissão de moeda e crédito ou da adoção de todos os meios de troca escolhido pelas partes de uma transação. Por exemplo, a abolição de patentes e marcas registradas acabaria com todas as barreiras que impedem que as empresas terceirizadas pela Nike na Ásia produzam imediatamente tênis idênticos e os vendam à população local a uma pequena fração de seu preço tabelado. Seria um fim imediato a todas as restrições à produção e venda de versões concorrentes de medicamentos sob patentes, com frequência por até 5% do preço. Queremos que a fração dos preços dos bens e serviços que consista de rendas advindas de propriedades artificiais de ideias ou técnicas — que compõem a maior parte do preço total em muitos casos — suma face à competição.
Nosso programa também deve incluir um fim a todas as barreiras artificiais ao auto-emprego, aos negócios caseiros, à construção de casas por conta própria e a outros meios de subsistência de baixo custo — que incluem leis de licenciamento, zoneamento e regulamentações de segurança. Deve também incluir um fim a todas as restrições ao direito de o trabalho se organizar e a negar seus serviços sob qualquer circunstância e organizar boicotes. Também devemos defender um fim a todos os privilégios legais que dão aos sindicatos estabelecidos o direito de restringir greves sem aviso prévio e outras ações diretas empreendidas pelos trabalhadores.
No caso da poluição e do esgotamento dos recursos naturais, o programa libertário de esquerda deve incluir o fim de todo acesso à terra pelas indústrias extrativas (isto é, a união entre o Bureau of Land Management dos Estados Unidos e as empresas de exploração de petróleo, mineiras, madeireiras e pecuárias), o fim de todos os subsídios ao consumo de energia e ao transporte (incluindo um fim aos subsídios ao transporte aéreo e rodoviário e o fim das expropriações para dar lugar a aeroportos e estradas), o fim das expropriações para dar lugar a oleodutos e gasodutos, a eliminação de todos limites legais de responsabilização penal para corporações por derramamentos de óleo e outros tipos de poluição, o fim da doutrina que estipula que padrões regulatórios mínimos substituem padrões mais severos de responsabilização penal do direito comum e uma restauração da responsabilidade ilimitada(que existia sob o direito comum) para atividades poluidoras como a fraturação hidráulica e a mineração por remoção do topo da montanha. E deve incluir, obviamente, o papel do estado militar americano na garantia do acesso estratégico a bacias petrolíferas no exterior ou em manter as vias marítimas abertas para os navios petroleiros.
O capitalismo corporativo e a opressão de classes sobrevivem através da intervenção estatal em benefício dos privilegiados e poderosos. Os mercados livres verdadeiros, a cooperação voluntária e a associação livre agem como dinamite na base desse sistema de opressão.
Qualquer programa libertário de esquerda deve incluir uma preocupação com a justiça social e com o combate da opressão estrutural. Isso significa, obviamente, um fim a toda a discriminação estatal com base em raça, gênero ou orientação sexual. Mas significa também muito mais.
Como libertários, nós nos opomos a todas as restrições legais à liberdade de associação, inclusive a leis contra a discriminação por empresas privadas. Mas devemos apoiar com entusiasmo a ação direta para combater as injustiças na esfera social. Historicamente, as leis anti-discriminação estatais serviram apenas para codificar, relutantemente após mudanças sociais, os ganhos obtidos através de ações diretas como os boicotes a ônibus, os protestos passivos em lanchonetes e a rebelião em Stonewall. Nós devemos apoiar o uso da ação direta, da pressão social, dos boicotes e da solidariedade para combater formas estruturais de opressão como o racismo e a cultura do estupro, desafiando as normas internalizadas que perpetuam esses sistemas de coerção.
Ao lidar com todas as formas de injustiça, devemos usar uma abordagem interseccional. Isso inclui o repúdio a práticas da velha esquerda, que consideram preocupações com raça e gênero como questões “divisivas” ou como algo a ser discutido “mais tarde”, para que se mantenha a unidade de classe. Inclui também o repúdio de movimentos de justiça de raça e gênero ocupados por profissionais da alta classe média, que enfatizam somente a chegada de negros e mulheres em “espaços de poder” e em “gabinetes e salas de reunião mais parecidos com o nosso país”, deixando intocado o poder desfrutado por esses espaços, gabinetes e salas de reunião. O ataque a uma forma de privilégio não deve ser visto como prejudicial a outras lutas; ao contrário, todas as lutas são complementares e se reforçam mutuamente.
A preocupação especial às necessidades interseccionais dos nossos companheiros menos privilegiados em cada movimento pela justiça — mulheres e negros na classe trabalhadora; mulheres pobres e trabalhadoras, mulheres negras, mulheres transgênero e trabalhadoras do sexo dentro do feminismo; mulheres, pobres e trabalhadores dentro do movimento anti-racista; etc — não divide esses movimentos. Na verdade, os fortalece contra as tentativas da classe dominante de dividi-los e conquistá-los através da exploração de suas divisões internas. Por exemplo, os grandes donos de terras derrotaram os sindicatos de pequenos fazendeiros locatários do sul dos Estados Unidos nos anos 1930 ao estimular e explorar as tensões raciais dentro de seu movimento, que causaram sua divisão em sindicatos separados de brancos e negros. Qualquer movimento de justiça de classe, raça ou sexo que ignore a interseção de múltiplas formas de opressão entre seus membros e deixe de prestar atenção às necessidades especiais dos menos privilegiados está vulnerável ao mesmo tipo de oportunismo. Em última análise essa atenção a preocupações interseccionais deve incluir a abordagem de espaços de segurança que cria uma atmosfera de debate genuíno, sem perseguições e insultos deliberados.
Os libertários — com frequência, por sua própria culpa — são considerados por muitos somente como “conservadores que fumam maconha”, adeptos de uma ideologia insular de homens de classe média de startups de tecnologia. Muitas das maiores publicações e comunidades online libertárias na internet têm a tendência reflexiva a defender as grandes empresas contra ataques de trabalhadores e consumidores, os senhorios contra os locatários, o Walmart contra Main Street, rejeitando quaisquer críticos como inimigos do livre mercado e tratando as corporações como representantes legítimas dos princípios de mercado. Têm também uma tendência paralela a rejeitar todas as preocupações de justiça pessoal e sexual como “coletivistas”. O resultado é um movimento considerado pelos pobres, trabalhadores, mulheres e negros como irrelevante para suas preocupações. Enquanto isso, os homens brancos de 20 e poucos anos em empregos de classe média explicam a falta de mulheres e minorias nas fileiras de seus movimentos como referência a seu “coletivismo natural” e citam o ensaio Isaiah’s Job de Nock uns para os outros.
Nós, da esquerda libertária, não queremos ser relegados às catacumbas ou sermos os equivalentes modernos dos jacobinos, que se sentavam para tomar café e discutir sobre Bonnie Prince Charlie. Nós não queremos reclamar sobre como a sociedade está se acabando enquanto a maior parte das pessoas que luta para mudar a realidade para melhor nos ignora. Queremos que nossas ideias estejam no centro das lutas em todos os lugares pela justiça e por uma vida melhor. E só podemos fazer isso tratando as preocupações reais de pessoas reais como se dignas de respeito e mostrando como nossas ideias são relevantes. É isso que pretendemos fazer.
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Meio Ambiente por Inteiro - Comércio de bananas avança no mercado global (13/05/17)

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